TEMA

As mulheres no universo das artes como objeto a ser mostrado, mas não como protagonistas dos espaços expositivos, como produtoras de arte.

A arte sempre foi produzida por todo tipo de pessoa. É fato que mulheres, negros, asiáticos, africanos, árabes., indígenas, homossexuais, favelados... Desde sempre produziram arte de qualidade, mas, simultaneamente em sua produção, foram esbranquiçados, europeurizados, masculinizados... Para enquadramento no perfil de superioridade dos povos reinantes do planeta terra.

Os grandes financiadores e consumidores de arte pertencem ao mundo dos ricos e poderosos, e não interessa a eles que haja inclusão das minorias neste sistema de lavagem de dinheiro e exibição de superioridade que foi estabelecido. O artista em si é um sonhador, que na maioria das vezes está vislumbrando um mundo melhor para todos, mas que muitas vezes é fisgado pelo poder através da isca do bem viver.

A arte contemporânea faz uso de diversos meios incomuns até bem pouco tempo, e em diversos casos é usado justamente para confundir o entendimento censor do poder que oprime o artista. Desta forma, muitas destas criações parecem incompreensíveis ao olhos dos viventes comuns de nossa era, mas que logo menos será entendido e interpretado de forma mais clara pelos viventes do futuro.

Desta forma, a subjetividade é ponto fundamental para o período em que vivemos, onde os olhos inquisidores estão sempre atentos e prontos para eliminar do circuito oficial qualquer produtor artístico que não se enquadre aos padrões de “qualidade” estabelecidos pelo poder. Diversos curadores se contorcem intelectualmente para abrir espaço aos criadores independentes em meio ao mar de criadores cativos.

Embora o sistema convencional de consumo da arte não tenha como temática nada mais que o encapsulamento e transformação da produção artística em produto pronto para venda, surgem movimentos questionadores e de resistência, mesmo em países dominadores como os Estados Unidos. Mulheres, particularmente elas, estão se tornando a grande força de resistência ao modo vida tenebroso que se vislumbra.

Enfim, a arte sempre foi, é, e continuará sendo uma forma latente de resistência ao poder opressor. O artista é o louco revolucionário que espelha a revolta, dor e esperança que o fragilizado expressa no dia a dia pelas ruas da miséria e injustiça. Continua retratando tudo isso como sempre foi feito, mesmo que o pincel tenha sido substituído pelo pixel e a tela pelo visor digital. Viva a arte! Esperança de dias melhores.

Autor: Arnold Gonçalves


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