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Pandemia é definida como a disseminação mundial de uma nova doença. Pensando no negacionismo como sendo uma doença, entendo que ainda esteja num estágio de epidemia, pelo fato de não ter atingido todas as regiões do plâneta. O negacionismo sempre existiu, mas vem ganhando força a partir de correntes de interesses vindas dos Estados Unidos e infectando de forma mais abrangente alguns povos do hemisfério ocidental.
Interesses ainda pouco esclarecidos serviram de base para o inicio desta nova fase obscura da existência humana. A aliança entre o baixo nível cultural da grande maioria da população, e, o alto grau de inserção no mundo virtual pelas redes sociais, onde verdade e mentira se entrelaçam criando uma nova realidade, levaram a esta epidemia de crenças absurdas. Mas que certamente estão servindo ao progresso de alguns segmentos.
Infelizmente não há uma cura disponível para esta doença, e por conta desta ausência de solução, tende a se tornar rapidamente uma pandemia. É pouco provável que os laboratórios consigam criar uma vacina que nos previna de sermos contagiados pelo vírus do negacionismo, pois, cada um de nós carregamos intrinsicamente ente vírus dentro de nossa mente, e ele pode se tornar ativo a qualquer momento.
Nossas camadas de consciência, que impedem a proliferação deste vírus em nosso organismo são formadas desde a infância através das vacinas da educação e da cultura, que nos são aplicadas de forma lenta e regular. Abstraindo estas aplicações através de doenças parasitais como a “progressão continuada”, abre-se espaço para o mortal vírus do negacionismo generalizado.
Autor: Arnold Gonçalves
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