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Dia internacional da mulher.

O incêndio criminoso ocorrido em uma fábrica de tecelagem em Nova Iorque na data de 8 de março de 1857 é a grande marca deste dia tão especial. Ali morreram mais de cem mulheres operárias que reivindicavam melhores condições de trabalho. Trancadas para serem carbonizadas como simples lixo a ser incinerado. A mulher de todo o mundo tinha neste momento obscuro da história humana, a ideia do quanto seria necessário lutar para ser reconhecida como ser humano.

Apesar deste fato tão emblemático, o surgimento do dia internacional da mulher não tem ligação com esta data, nem local. Até a fase das grandes guerras mundiais houveram, principalmente no continente europeu, muitos movimentos de apoio aos direitos das mulheres, que aos poucos passaram a ser atendidos. Os conflitos graves da primeira metade do século XX fizeram cessar o progresso e a estagnação prevaleceu até os anos 1960.

Foi quando o chamado feminismo ganhou força e as mulheres passaram a mostrar suas caras sem a máscara da pintura social. Desta vez sim, tão forte na América do Norte quanto na Europa. Ao olhar masculino, a libertação das mulheres foi muito confundida com uma simples liberação sexual, e talvez, graças a isso tenha permitido sua propagação sem a mesma reação violenta do século anterior.

O resultado é que no começo dos anos 1970 surgiu definitivamente o dia internacional da mulher. Nas décadas posteriores as mulheres alcançaram todos os cargos e ocupações no mercado de trabalho. Passaram a assumir posições de chefia e comando de grandes empresas e até mesmo de alguns dos mais importantes países. Tudo isso sem deixar de manter seu lado mãe e rainha do lar.

Atualmente, é provável que alguém pergunte porque existe um dia internacional da mulher. Qual o motivo de tal privilégio, já que elas estão por toda parte e com direito a tudo. É que a memória da humanidade está esquecida lá na biblioteca, e quem pergunta não sabe que sua própria avó ou bisavó, provavelmente apanhou um bocado do marido sem nada poder fazer.

Autor: Arnold Gonçalves


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