Nome da Escritora: Anabela Puczynski

Grande imenso desafio ( Hoje consigo escrever )

A vida é um suceder de novos desafios. É iinstigante, porque nos dá propulsão e motiva ao dia do amanha.
Mas tão novos ? Porque não uma certa calmaria ?
Um relativo porto seguro, uma meditação pela manhã, um bom livro, uma soneca pela tarde, algo bem basal. Sem grandes dramas. Parte substancial da vida já se foi e, com ela, suas descobertas.
Hora de se colher os frutos, sem grandes surpresas.
Então, até quando, na bússola do meu destino ?
Lá fora, há uma árvore que agita seus galhos, levemente, e eu a faço companheira, conseguindo escrever, o que já e um passo.
A árvore me ouviu, se acalmou e voltou a bradar. É a minha única companheira. Como o Sol, o barulho dos automóveis, e toda a tristeza que exista, dentro de mim, agora.
Desafios, muitas vezes, se transformam em descobertas. Essas desembocam em alivio e tristezas. Um como se já não bastasse.
Ah, que torpor. Realmente a árvore parece feliz. Ela muda seu estado de ânimo de minuto para minuto, sem que precise sair do lugar. Fernando Pessoa sabia disso por ser tão panteista.
Caros leitores, o grande poeta diria que o misterio da vida é que ela não tenha misterio nenhum. Mas precisou de cinco heterônimos para chegar a tal conclusão.
Vou descansar. O desafio de hoje abarcou minha alma .

Data de Nascimento: 20/07/1955

Acaso

Sinto um prazer oco, uma febre estranha
Uma lembrança perdida, parada no tempo
Um sorriso, no momento em que se deixou.
Nem ao menos uma saudade, distante.
Doce toque de pele, sentido não o foi,
Não reconheco, o só sonhado
O capricho dos sentidos envolve o romance,
Na sublimação, a pergunta.
Na não busca, a resposta.
Amantes se perdem, quando se procuram
Entregam-se na covardia dos corpos
Que sussuram o abrigo
Permitem a paixão, entendem o olhar.
Fazem da poesia o abstrato
Simplesmente por se deixarem levar
Fogo, interno, paixão, doce, se suporta
Incandesce, incendeia e expande
Sentimentos que são e se mesclam
Sem pedir nome.
Só o seu rosto na memoria, sorrindo
Tema de aquarela, pano de fundo
Imagem que guardo, do pouco que foi.
Todos verdes, sentados, lado a lado
Sem importancia o momento, só o sentir
O falar, por ser algo, como o silencio
Por ser poesia, de acordes cheios
De promessas não cumpridas
De um tempo que fechou seu ato.
Assim é o encontro efêmero, do adeus a despedida.
Amanhã a nunca, seremos só fantasia.
Como, predestinadamente, haveria de ser.

Local de Nascimento: São Paulo SP

Flutuar no etéreo

Andando por um fio, onde meu equilibro é caminho para a frente, porque não há outro rumo. Não posso parar, pois meu peso significa a renuncia.
Imagino meus pés titubeando, e meu corpo se contorcendo, eu, de branco, cabelos a esvoaçar. Sentimentos à prova, no caminho posto ao contato com a solidão.
Meandro suave, fio tênue, proposta em vida, meu desejo é seguir, e aqui me faço andando, sou eu à frente.
Daonde se vai, não há perguntas, pois o curso da vida e caudaloso, muito embora pareça um pequeno filete de agua, por isso mesmo tao dificil a ser transponivel.
Tanto se me faz a metáfora. Nao ouço vozes. Vou-me. Basto-me, porque possa ser esse meu derradeiro desafio e expressão de minha força.
Todos os medos presentes. De todas as memorias que insistam em não me abandonar, e os crédulos que acompanharam minha existencia. Poderia eu caminhar nua, despir-me de todo, num anseio pela redencão total. Macular minhas unhas, raspar meus cabelos que, tão levemente, se curvam ao Sol.
De nada pesam. Deixe-mo-los voar, parte de mim.
Somente ao branco, alvejado de poesia, conteste de solidão, entrego hoje meu marco, fazendo um aceno doce ao amigo.
Quem sabe nos encontraremos num outro porto, quem sabe mesmo hoje. Tudo depende da cadencia do meus passos, e da saudade dos ventos. Eu sou uma mera protagonista.
O dia urge la fora seu silencio, e eu o completo dentro de mim.
Sejamos paz, ainda que por um momento.
Doce delirio das naus, que apontaram para o mundo dos homens, fizeram suas curvas, e continuaram mar adentro, buscando novos azuis.
Vida que chegue e traga, num compasso um destino incerto, permeado pelo branco, sem mais nada que o defina. Flutuar no etéreo.

Formação Acadêmica: Ensino superior - Bacharelado em Letras. Mestrado em Ingles estadunidense

Passo e fico como o universo ( para Fernando Pessoa )

No silencio da noite, as vozes se espreitam. Mas eu não quero chorar.
Hoje me perguntei como viver a vida, ao qual recebi uma singela resposta. Dia apos dia.
Que sei eu dos dias, pois se não me foi dado o poder de criar a natureza. Noites e dias virão, sem que eu tenha influenciado em seu surgimento e despertar.
Simplesmente sou, força regida, que obedece aos dominios do tempo, maré e a luz do Sol.
Que sei eu da vida, se tão somente sou por ela levada ? Como posso me outorgar o poder de saber o que virá e controlará minhas ações, fruto da interação com tantos outros fatores determinantes no cosmos.
Mas meu corpo sente desejo, que não é por mim controlado. Meu intelecto procura perguntas, e as vai deixando ao caminho sem respostas.
As bocas que pedem pão sãio as mesmas que insisto em não ver, na minha impotencia. O amor que dedico depende da funcionalidade dos meus afetos. A vida é imensa, mas sou reles e concebivel, como um livro de cartas marcadas.
A vida é a noite, depois que falei com o ser amado, e as palavras me tomaram sentido. Porque assim o quis que o fosse. Também poderia usa-las para, tão somente, ferir.
A vida vai batendo um compasso estranho, entre a espera da presença da morte, e o fortuito das emoções. Renego a primeira, e me apego aos sentimentos, na tentativa de fazer viver meu corpo pulsante. Vida ! Por onde enxergá-la, está a me pedir. Paciencia, devoção. Retorne-me amor e caricias, pois meu compasso e de espera infinita.
Dedique-me o lamento, mas que seja de prazer. Goze comigo o derradeiro sonho, e me deixe gritar. Porque, daqui a pouco, é manhã, e eu não sabia que relógios não param.
Tome de meu centro e o faça girar, sem principio e medo, ja que estamos todos no mesmo barco da sobrevivencia, caminhando contra o incógnito.
Deixe, simplesmente. A calmaria dos rios anuncia um bom por do Sol, e a dor se fará mais meiga. Por todos os olhos que chorarão, ainda restará candura.
Apenas consinta, porque seu sentimento lá vai estar, remando ao sabor do dia, dormindo com as cores da noite, vivendo como so se pode estar.
Eu queria ser uma flor e, de tanto repeti-lo, me tornei. Assim, qualquer flor, basta que se abra e feche, sem pensar.
Quem sabe a vida fique mais tenue, o sofrimento abrandado, e as cores mais cálidas.
É doce a entrega a um dia que ainda não aconteceu. Um pedido, de esperança, renovação. Que sei eu da vida ?
De todas as correntes que se amarram e soltam, das bocas que pedem pão, da usura de seres perversos, e ternura do sorriso de uma criança.
Que penso eu saber da vida, aqui, sentada, a dedilhar minhas linhas ?
Quem sabe ao que o futuro dirá. Passo e fico, como o universo. Fernando Pessoa, meu poeta, minha bússola.
A vida nada mais é do que o experimentado pelos sentidos . E eles não são mais do que nosso anseio por estarmos vivos. Desembocamos em nós mesmos . Nosso derradeiro começo e fim.

Local onde vive: Tel Aviv - Israel

Medo do prazer

Parada e estática, aguardando o rumo dos acontecimentos.
De um lado um rosto lindo, e a aparencia de um corpo jovem, a esperar meu contato.
De outro, o meu simples medo da entrega, mesmo fortuita, calculada, não menos doce.
Dois mundos a me separar, o mesmo transtorno. Que potencializa as emoçôes, levando-as ao cume da insanidade. Não mais as quero que parte de mim, sôfrega ao sabor dos ventos.
Aguarde-me, tão somente, a calmaria e a boa venturança dos que se sabem contidos em sua razão, tão pouco não abandonados. No que a espera seja somente uma contribuição ao prazer, doce.
Rendam-se, dentro de mim, as forças que exponenciam as sofreguidões de encontros multifacetados, e dominados pela emoção.
Já não mais parte de mim, onde respiro. As vozes quase se foram, e meus diálogos existem no encontro a mim, sem subterfúgios.
Não quero mais a ganancia da procura de corpos em frenesi. A não necessidade de palavras que substituam o óbvio. Estou eu, concisa, arrancada de onde a paixão me jogue aos braços de uma total irrealidade.
Paro e contemplo um rosto. Lindo em sua forma, ousado no seu olhar penetrante e boca macia, doce enlevo de um beijo.
Pergunto-me o quanto a quero sem, absolutamente, vivenciar uma resposta. Seus seios sao pequenos, cabelos longos, e minha procura e cobiça. Do que é não facil, e se rende em mim. Vontade inconteste de ser penetrada por meus sonhos, no medo árduo ao seguí-los.
O silencio traz lacunas e, nelas, as interrogaçôes da incerteza. Prefiro-o assim, espreitando minhas dúvidas, saboreando meus sentidos, e me tornando mais verdadeira.
Banhe-me de ternura e volupia, e assim me entregarei. Na certeza única de que não caminho só, nos labirintos de mim mesma. Beije-me aonde lhe pedir, e ajude a descobrir um vocabulario somente feito de desejos incontidos.
Apaixone-me na medida certa, sem preconceitos ou perdão. Deixe-me viver a fantasia do junto e agora, contada em minutos intransponíveis.
E, por fim, goze comigo a verdadeira sede, da entrega à sabedoria do não mais, em sendo agora.
Fecunde-me o sonho da não exigencia da possessão, em seu limite lindo do alcançado.
Sejamos, juntas, uma só, num orgasmo que se abra em uma rosa, que se despetale no momento presente. Vivamos a ternura e ganancia do saborear os sentidos, em nos galgarmos a existencia do ser.
No meu medo, suave, refreado, meu corpo que pulsa, em sua sede. Faça-me vida, ate não mais poder. Dali, a poucos passos, o limite incontestável da certeza.

Ola, meu nome e Anabela. Escrevo num teclado sem acentos, e foi essaa proposta do meu blog. Escrever cronicas sem acentua-las. Na medida em que fui escrevendo, percebi que minha verbe se estendia tambem a prosa poetica. Ultimamente, cultivei o gosto pela poesia, minha leal companheira de infancia, e por aldravias. Nao terei problema nenhum em acentuar meus textos, caso voces, generosamente, me permitam traze-los para ca. Tenho muito material em meu blog, e alguns textos sao realmente preciosos. Viajo pela busca existencialista, sem perder o compromisso com a critica politica. Nem tampouco com a magia que so a palavra possa trazer. Como coloco em meu blog, a escrita e um dos poucos lugares em que me sinto a vontade, porque o encontro e so comigo mesma. Abraco. Anabela.

Turbilhão

Onde buscar a inspiração que meus dias consomem
Meu canto segue torto, e meu riso desabafo.
Multifacetados prismas coloridos
Encontro-me em seus ângulos, mas não me vejo.
No que perdeu seu sentido, no medo.
Na angustia do não existir
Contemplo. A boca marcada, o sentido estático
O pedido por fazer.
Como se, outrora, houvesse um momento
Esvaido, logrado, finito em conteúdo.
Levanto-me. Cesso-me.
Desconfio de meus passos, mas sigo
Porque já não posso permanecer parada
No turbilhão em que se encontram as vozes dos meus sentimentos.
Entrego-me e cresço
Penetro-me, sentido o gosto esperançoso de deleites fortuitos
Que minha memória ousara apagar
Fruto do desejo
Reprimido, suado
Vertiginosamente capturado em meus meandros de sanidade.
Vago, vasto mundo me abarque
Soe-me, de mim, o derradeiro gesto
Brincadeira, fortuita e doce
Nos recreios por onde a vida passa.
Sorrateira e incólume
Prescrutando-se, sem dó, enquanto parte de mim.

EMAIL: anabelapucz@gmail.com

A mulher que eu sou ( Desenho grego e cristão sobre as mulheres )

Foi-se. Mesmo porque, a qualquer hora, se iria.
No formato de um coração, os filosófos gregos se lhe atribuiriam a beleza vinda do cosmos.
Um rosto de criança emoldurado pela fotografia singela, colocada na carteira. Um pedido, súplica, imagem doce de um ser ainda carente de amor. As formas atribuídas pela natureza, em conjunção com a natureza do cosmos.
A beleza, a virtude que emana dos corpos, e confere a alguns sua superioridade. O ser humano como produto de seu alinhamento com forças superiores, que se lhe determinam o alcance de suas virtudes.
Nao vivi em Atenas e nem, tampouco, em Esparta. Em ambas, o belo que existe em mim não seria valorizado, posto que, aos gregos, sublime lhes foi, tão somente, a imagem masculina.
Sou mulher e, assim, permuto minha essencia.
Do que se diria mulheres e natureza, onde estaríamos nós no pensamento grego. Platão desejou, e seu anseio se resumiu ao querer, sem o toque. O desejo alimentava os sonhos, e o alcançar os destruia. Basicamente, projetos de afeto e libido não consumados.
No mundo da Grécia Antiga, o homem, submisso a natureza, não tinha sua propria vontade. Alguns nasciam mais dotados de virtudes, e eram, adaptativamente, mais recompensados. A concepção Darwiniana encontrava sementes, ja nesse período ancestral da história.
Mulheres, quem somos ? Depois dos gregos, surgirá o pensamento cristão, estabelecendo a ordem entre os desiguais. A virtude deixará de se centralizar no próprio indivíduo, e será avaliada pelas ações que, dele, reverterem para o bem comum.
Um salto gigantesco na história, do ponto de vista do papel feminino. O pensamento cristão se amolda ao desenho do coração enternecido das mulheres, ao seu traço misericordioso de se devotar, e capacidade de amar incondicionalmente.
No mundo dos seres humanos, somos nós as mais aptas a doação não recíproca, e a entrega sem contingências ? Será que nossa ausencia nas páginas dos manuscritos gregos nos leva automaticamente à piedade cristã ?
Provavelmente, o primordial papel da mulher, em qualquer sociedade, seja o de trazer descendentes ao mundo, função essa determinadora da continuação da espécie. Não será essa uma virtude elevada, talvez a maior entre outras tantas? Ou talvez esse papel seja encarado como preconcebido por aqueles que, ao ser humano, procuravam a beleza, virtude e sabedoria ?
No mundo em que a justiça é o atributo de maior valor, como para Aristóteles, qual o papel da procriação ?
Parece-me que a era cristã nos fulgurou o merecimento. Tornamo-nos castas e fertéis, para justificar a compaixão. Hipócritas, sem denunciar a raiva, e profundamente ariscas, por esconder nosso corpo.
Cristo foi crucificado mas, antes, sua mãe tambem o foi, por o ter parido virgem. Porque a nós não é atribuído o prazer e o himen rompido ? Porque a Jesus a candice, fruto de uma pureza desafiadora da própria vida? Da mesma forma, não escorre o sangue aos dedos desse ser santificado. Mistificação que nos obriga a força moral de nos sabermos desprovidas de prazeres e sabores, mas reles em nossa identidade.
Gregos e a beleza, escultura de Michelangelo em um museu de Florença. Olhar ao cimo, corpo escultural, somos homens. Penis pequenos, grandes músculos e cabelos encaracolados, a supremacia do belo.
Quando a beleza feminina surgir, virá, quem sabe, coroada de todos os resquicios anteriores dessa subjugação da mulher, da sua não aceitação como ser pensante, mas como reles progenitora, carente de deveres altruistas.
Hoje la esta, a letras garrafais. Abaixo a cultura do estupro, no que eu ouviria um eco muito distante aos íconos da historia, que protagonizaram a mulher como o fizeram. E da qual eu, tampouco, lhes retiraria a responsabilidade, muito embora sabendo que a insurreição possa ser sinônimo de morte.
Quero ser mulher, como também possuir meu corpo, espírito e virtudes. Anseio o livre arbítrio dos que o foram, e não o mais são.. Amar promiscuamente, e me entregar sem sentidos. Fugir da realidade, e não voltar dos meus sonhos. Não ser feliz, em querendo a liberdade. E saber brigar com, absolutamente, todas as minhas certezas.

Livros publicados:
Nenhum por enquanto.

Site/Blog:
anabelapuc.blogspot.com

Celas frias jamais brotam flores ( Lula, viva )

Se justiça fosse feita, as pessoas poderiam pensar. A elas caberia o beneficio da dúvida.
Não existiriam grandes corporações, nem teríamos, eu e você, brigado.
Caso as forças fôssem as mesmas, a natureza não se revoltaria contra alguns, deixando outros incólumes. não saberia de seu câncer, porque voce estaria pura.
Justiça houvesse, e não haveria becos soltos, e a agonia de quem já acordou para um grito. Porque, no mundo dos homens, vale o arbitrio de quem já é predestinado.
A juventude conheceria seu ardor, a diferença sua singularidade, e o pobre não seria apenas mais um. Carentes de espirito são os que se sintam privilegiados, acossados do alto de suas certezas. Magnânimos, se ousam ao direito de cercear e prenderem sonhos.
Mas ao sonho inexiste dimensão. Ele não tem corpo, e por isso só está. Pode ser alimentado por acalentos de sangue, mas sobrevive e não morre. A presença física de torturadores não aniquila o pensamento, muito menos apaga as vozes do amanhã.
Seu cancer não valeu de nada, porque não obscurece seu espírito. A todas as crianças que não vão conhecer seu futuro, um pedido para que se pare. Escute-se o ruido da vida, que já caminha, imberbe, por entre as fronteiras do não conhecimento.
Mate-se um sonho, mas ele nao esmoecerá. Demorará anos, mas surgirá como um cálice, pronto e aberto a receber.
Aos que ouvirem vozes que não se sabem existentes, o não perdão. Aos usurpadores, caladores do senso comum e traidores da raça humana, o destino e o silencio de um jazigo. Onde todos se encontram, alguns em flores que não são minadas.
Que não se pratique a injustiça e o desamor. Que se conservem viventes os pedidos para que sejamos livres. Não há dúvida maior do que a de quem pensa que não a tenha.
Amanhã é um outro dia, e não será de alegria. Mas tampouco de tristeza, porque haverá a luta de quem dormiu, e chorou. Daquele que não respeita os senhores que adestram o gado, na furia de controlar suas ambições desmedidas.
Haverá um amanhã , para cada injustiça cometida e dor acumulada, porque a história a tudo vê e a nada se cala. Traça seus sinais, e não os esconde às novas gerações.
A cada golpe desferido, maior será a dor dos que o cometam, e também a alma dos que o vivam.
Lembrem-se das palavras, gestos, ternura e solidariedade. Abram seus olhos, e gritem forte um coro de união. Um país abalado em suas convicções, mendigando um pouco de igualdade.
Não o permitam que se vá. Respeitem o sonho de que um dia já se foi.
Em nome de uma parte presente em cada um de nós ou, ao menos, dos que saibam cultivá-la.
Choremos pelos nossos erros, mas conservemos nossa dignidade.
A cela de uma prisao e lúgubre, triste e abandonada. A ela bastariam seus algozes.
Deixem-no viver.

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