Naquela Rua
Enfeitava-se como sempre,
Em tempos de festejos populares,
Bandeirolas coloridas,
Arranjos trabalhados,
Luzes multicores que faziam o cenário.
A ruazinha tão bem calcada,
De pedras azuis,
Paralelas umas as outras,
Que contam histórias,
Corrediças em tempos guardados.
Arvoredos mais que centenários,
Planejáveis por entre esquadros,
Compostos de melodias.
Os bondes de outros tempos,
Trafegavam similares,
Circundáveis em seus trajetos,
Identificáveis ao ser passado,
Ainda soltos na memória.
O cantarilho sábiá,
O ferreiro e a burguesa,
Pelas manhãs entoavam canções,
No fim da tarde se recolhiam,
Em um estranho escondido.
Ali o andarinho Chico Prego,
Que morava em meio a Rua,
Fazia ronda nas madrugadas.
Por ali eram sempre bem contadas,
As histórias que já se passou,
Em noites de lua naquelas portas,
Sinistras e amorosas,
Imortalizada pelos que moram por lá.
Foi lá que eu a encontrei,
Por entre a rua que passavam os bondes,
A sombra das arvores centenárias,
Onde compõe o sabiá,
Léo Durval
Para entrar em contato: leorecife80@hotmail.com