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Presença do Silêncio 
 


No silêncio do sem querer,

Ouvidante as palavras simples,

Entendidas pelo que me cercava,

Laboriosa naquele instante,

Vivaz num alforje percebido. 


Por elas,

Mesmas frases conflitantes,

Frases que eu concertava,

Sutis e aconselháveis: 


Ocasionais... 


Em simultâneas eu as viria,

As conseguia purificar,

Enaltecia as minhas razoes.

Por eu,

     Ali só,

     No ACASO. 


Ontológico era este ACASO,

Bem amado me encontrava,

Em meu intimo adentrei: 


     Luz gozável;

     Perfume teu;

     Sabor prazeroso;

     Som inigualável;

Toque primordial: 


Os sentidos. 
 
 
 
 


Leo Durval 

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