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Velejando as nuvens 

eu gosto de me distrair olhando o céu, 
as nuvens se movendo para o outro lado 
e o sonhos vagando por aí. 

Brincar de imaginar formatos para nuvens 
é o mesmo que poetar sonhos, 
a nuvem que parece um barco 
navegando pelas águas deste oceano. 

e agora parece um coração ferido 
com um enorme espaço vazio, 
encharcado pelas águas deste mar azul. 

de repente fez-se uma ponte de saudade, 
quando eu estava no meio do caminho 
a ponte desapareceu 
e eu caí no fundo do mar. 

e quando eu percebi o céu estava nublado, 
apenas a verdade começava a se formar: 
tempestade da solidão! 
movendo o meu barco para o fim do mundo. 

                                 Bruno Marques da Silva. 

Para entrar em contato: coco.marques@bol.com.br

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