
Vivo para ir além da glória, para reinar o impossível e viajar no imaginável. Vivo o oposto dos planos fugindo do destino que persegue pobres almas. Não quero ir em busca da verdade nem sequer descobrir se realmente há. Vivo para brindar o sonho para inventar palavras e criar Deuses. Não trago respostas, lembranças ou consolo apenas apresento o paraíso de sua mente sei que a realidade é a tristeza e que a pureza do olhar é o que cega a escuridão. Não vivo para aplausos ou elogios caminho ao lado do tempo, trilhando a estrada para o nada vivo para escalar os telhados do Mundo e procurar o que se perdeu no infinito. Não sou nobre, não sou escravo cultivo a essência da flor que brota no deserto. Vivo para libertar espíritos incabíveis preencher o vazio dos céus e alimentar a luz dos corações. Vivo para ser o refúgio a invenção de ideais apreensivos não sou sábio, poeta ou pensador mas afinal o que sou se nem existo?
Enviado por Ana Lúcia Silva Velho: alsv_alsv@yahoo.com.br