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Vivo para ir além da glória, para reinar o impossível 
e viajar no imaginável. 
Vivo o oposto dos planos 
fugindo do destino que persegue pobres almas. 
Não quero ir em busca da verdade 
nem sequer descobrir se realmente há. 
Vivo para brindar o sonho 
para inventar palavras e criar Deuses. 
Não trago respostas, lembranças ou consolo 
apenas apresento o paraíso de sua mente 
sei que a realidade é a tristeza 
e que a pureza do olhar é o que cega a escuridão. 
Não vivo para aplausos ou elogios 
caminho ao lado do tempo, trilhando a estrada para o nada 
vivo para escalar os telhados do Mundo 
e procurar o que se perdeu no infinito. 
Não sou nobre, não sou escravo 
cultivo a essência da flor que brota no deserto. 
Vivo para libertar espíritos incabíveis 
preencher o vazio dos céus 
e alimentar a luz dos corações. 
Vivo para ser o refúgio 
a invenção de ideais apreensivos 
não sou sábio, poeta ou pensador 
mas afinal o que sou se nem existo? 

Enviado por Ana Lúcia Silva Velho: alsv_alsv@yahoo.com.br

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