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Prezado amigo:: 

Tenho a satisfação de convidar para que acompanhe a primeira matéria visando 
o próximo lançamento de Projeto para alavancar meu novo livro, com apoio do 
Diário Popular, passando o link das matérias recentemente publicadas. 

LINK DA CHAMADA NA CONTRA CAPA: 
http://www.diariopopular.com.br/23_12_05/contracapa.htm (não tem nada) 

LINK DA MATÉRIA: http://www.diariopopular.com.br/23_12_05/ac151202.html 

Grato pela atenção, aproveito para desejar BOAS FESTAS e FeLIZ 2006, com 
muito sucesso! 
Izabelino Tavares 
Pelotas/RS (53) 3228 7137 
izabelinotavares@ig.com.br 

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http://www.diariopopular.com.br/23_12_05/ac151202.html 

Cultura: Obra tenta desvendar o enigma que levou ao fim o Banco Pelotense 


Ana Cláudia Dias 

No dia 5 de fevereiro do próximo ano o 
Banco Pelotense completaria 100 anos 
de existência. A instituição financeira privada mais importante da sua 
época, orgulho dos pelotenses, fechou com 24 anos de atividades. Com a 
intenção de resgatar essa história o jornalista Izabelino Tavares escreveu o 
livro O enigma econômico do século 20: Banco Pelotense. A obra, editada pela 
Galileu Galilei, ainda não tem data para ser lançada, mas a previsão é de 
que seja no mês de janeiro. 
Em duas ocasiões Izabelino Tavares esteve envolvido em movimentos que 
tentavam reerguer o Banco Pelotense, nas décadas de 1970 e 1980. Foi nesse 
período que teve a oportunidade de analisar farto material sobre a 
instituição, que serviu de subsídio para o livro. 
Sobre o fecaahamento do Banco - final com várias versões - o jornalista não 
gosta de adiantar suas conclusões pessoais. Porém, na obra relata uma série 
de infortúnios que podem ter levado a instituição à falência. "Má 
administração, bens imobilizados e vingança de Getúlio Vargas são algumas 
das hipóteses", comentou. 
Segundoaa o relato de Tavares, o banco contou com 143 acionistas, que 
subscreveram 15 mil ações. Dez anos depois eram 371 com 50 mil e em dezembro 
de 1929 registrava-se 782, acionistas com o montante de 150 mil. As famílias 
Assumpção e Osório detinham 9% do seu capital. 
Os primeiros diretores foram o líder coronel Alberto Rosa e Plotino Amaro 
Duarte. No Conselho Fiscal, o doutor Assumpção, Eduardo Siqueira e o barão 
do Arroio Grande. Adriano Rocha e José Kramer como suplentes do Conselho. 

Várias hipóteses para a falência 

O patrimônio da instituição era fabuloso, até a área onde hoje é o aeroporto 
Galeão, no Rio de Janeiro, pertencia ao banco, comentou o jornalista. "O 
banco dava aval ao governo da República e ainda tinha filiais fora do 
Brasil", acrescentou. 
Por esses e outros motivos que os pelotenses até hoje não entendem o que 
aconteceu. "A falta de empreendedorismo e o receio de investir, que pairou 
por muitos anos, vêm deste acontecimento", argumentou. 
Mas Izabelino Tavares não livra de culpas Getúlio Vargas, então governador 
do estado. "Getúlio criou um decreto que alterava a ação bancária e todas as 
sanções se encaixaram como uma luva no Banco." Essa atitude seria uma 
estratégia do governador para vingar o suicídio de seu sogro, o coronel 
Antônio Sarmanho, ex-gerente da filial do Banco Pelotense em São Borja. 
De acordo com Tavares a filial teria sérias dívidas ocasionadas por 
empréstimos volumosos. "Outro problema também estava no grande patrimônio, 
totalmente imobilizado em terrenos e prédios." 
A crise financeira que atravessavam os pecuaristas da região, em luta para 
manter a mesma prosperidade depois do fim do ciclo do charque, também seria 
outro agravante. "Os pecuaristas eram clientes importantes, mas não 
ofereciam garantias reais para o pagamento de empréstimos", assinalou. 
Há também a teoria de que os proprietários teriam imobilizado excessivamente 
o dinheiro em bens como terrenos e prédios. Até hoje essas hipóteses são 
aventadas, mas nada ficou absolutamente confirmado. O tema ainda é um tabu 
para algumas famílias pelotenses. "É difícil falar sobre o assunto, pois até 
hoje muitos sócios não foram ressarcidos", avaliou Tavares. 

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