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A ausência do mal 
Epicuro, filósofo nascido em Atenas provavelmente em 341 a.C., dizia que 
quanto mais cedo um jovem começasse a filosofar seria melhor, como também o 
velho jamais deveria parar de filosofar, pois nunca é cedo demais nem tarde 
demais para a saúde da alma. Para ele, alguém afirmar que a hora de 
filosofar ainda não chegou ou já passou é a mesma coisa que dizer que a hora 
da felicidade ainda não chegou ou já passou. 
Em suas palavras, o filósofo ressalta a importância da Filosofia para as 
nossas vidas, pois o contato com ela propicia ao ser humano tornar-se 
virtuoso. 
Sócrates afirmava que nós ignoramos a nossa ignorância, talvez por isso o 
senso comum e aqueles que fazem a Educação não percebam a urgente 
necessidade dos jovens começarem a ter contato com a Filosofia desde a 
infância. 
Confúcio dizia que a música é um reflexo do homem superior e espelha seu 
caráter verdadeiro e afirmou que “É pela música ouvida pelo povo que se sabe 
como ele está sendo governado”. 
Num mundo como o nosso, onde houve a falência moral da Humanidade, os jovens 
já não têm exemplos a seguir. Os pais, voltados para seus trabalhos, não têm 
tempo para conviver com os filhos ou, quando convivem, muitos não têm 
nobreza nos seus exemplos e posturas diante da vida, sendo verdadeiras 
catástrofes como modelos a serem seguidos. A figura do professor já não é 
mais respeitada, os alunos os tratam como meros empregados; a pobreza das 
melodias e das letras das músicas populares provoca distorções no imaginário 
mental de quem as ouve. É importante atinar (como diria John Lennon) que uma 
letra de música tem mais poder de influência do que milhares de professores 
em salas de aula. 
O que pode se esperar de um mundo que não percebe a importância da educação 
dos jovens, onde o sistema de educação não é voltado para a formação moral 
do ser humano, que não desperta os valores humanos latentes em cada um de 
nós? Será que a única função do sistema educacional é tornar os jovens aptos 
para concursos? 
Os governantes são — ou se tornaram — incapazes de perceber a realidade do 
mundo em que vivemos e não enxergam que somente um investimento maciço na 
Educação, onde a meta seja formar cidadãos conscientes dos problemas que 
enfrentamos no nosso planeta, seria a única possibilidade de termos um mundo 
melhor. 
Particularmente, no Brasil, o ensino público está espoliado, sem dar a 
mínima condição para a formação moral e intelectual aos nossos jovens. 
A nossa ignorância está destruindo o nosso planeta, tirando a possibilidade 
de continuarmos existindo como espécie, mas mesmo assim continuamos 
anestesiados, sem perceber que estamos caminhando para a autodestruição; e 
continuamos valorizando, equivocadamente, os bens materiais momentâneos, em 
detrimento dos valores eternos. E assim seguimos, depredando o planeta, 
provocando desequilíbrios ecológicos... mesmo que isso não dignifique a 
nossa passagem pela vida. 
A proposta do texto seria falar sobre o bem, mas, segundo os mentores do 
Grupo Atlan, nós não temos mais tempo. O tempo urge e nós precisamos 
rapidamente nos conscientizar de que a espécie homo sapiens sapiens está num 
processo de autodestruição no qual se faz necessária a urgente mudança de 
atitudes. Para alcançarmos o bem, precisamos antes nos conscientizar de que 
existe o mal e que devemos erradicá-lo. Todos nós precisamos despertar as 
nossas sensibilidades, principalmente aqueles que são responsáveis pela 
educação pública, para criarmos um momento de reflexão que sirva ao objetivo 
de percebermos que os nossos problemas são causados por nós mesmos, 
portanto, cabe a nós próprios solucioná-los. 
E por que não começar, urgentemente, com uma total reformulação do nosso 
currículo escolar, onde o objetivo seja realmente educar os jovens, 
dando-lhes subsídios para que possam desenvolver as suas potencialidades, 
tendo a chance de transformarem-se em seres virtuosos, utilizando as 
disciplinais escolares como instrumentos para esse fim? 
Por que não acrescentar ao currículo escolar, com responsabilidade, a 
Filosofia, oportunizando às nossas crianças, desde cedo, a conhecerem os 
grandes pensadores da Humanidade, mostrando para elas que existe um outro 
mundo diferente do que elas estão acostumadas a ver nos noticiários da TV, 
para que elas aprendam a pensar tendo como parâmetro de balizamento esses 
homens e mulheres que dignificaram e dignificam as suas vidas procurando 
desenvolver o pensamento humano? 
Estamos em crise, mas a crise gera a oportunidade de refletirmos e 
desenvolvermos nosso potencial criativo, para termos forças e estratégias 
que efetivamente nos levem à solução dos problemas que nos afligem. 
O nosso futuro será dadivoso, pois em breve teremos contatos com outras 
civilizações do cosmos. A iminente volta de Jesus marcará um tempo em que 
começaremos a ter outros referenciais que nos facilitarão a perceber nossos 
equívocos, e isso provocará mudanças de valores. 
De acordo com esses mentores, a maioria dos habitantes do nosso planeta já 
atingiu a tendência ao bem, apesar dos nossos meios de comunicação não nos 
permitirem perceber isso. Os nossos filhos e netos já terão um mundo bem 
mais amoroso e menos agressivo. Os seres tendentes ao mal deixarão de nascer 
no nosso planeta, propiciando uma vida mais harmônica. Porém, enfrentaremos 
problemas ambientais, em maior ou menor escala, dependendo do que fizermos 
agora, no nosso presente. Portanto, o nosso futuro está em nossas mãos. 
Segundo Friedrich Nietzsche, “não é a força, mas a constância dos bons 
sentimentos que conduz os homens à felicidade”, e essa constância de bons 
sentimentos é despertada pela Educação. Que cada um de nós faça a parte que 
nos cabe. 
Manoel Pereira Júnior 

Por Atlan: atlan@digizap.com.br

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