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Carnaval 
Pergunta: Como as equipes espirituais se preparam para os trabalhos de 
assistência e acompanhamento nas festividades do carnaval para que os irmãos 
menos esclarecidos não caiam em ciladas e armadilhas que lhes custem caro no 
futuro? 
Resposta: É importante perceber que, especialmente para esses dias, é que os 
planos mal intencionados de certas falanges espirituais são traçados com 
base nas tendências e inclinações de muitos. 
Melhor explicando: Jesus quando aqui veio, deu tudo o que tinha sem nada 
pedir em troca e, mesmo assim agindo, acabou sendo objeto da incompreensão e 
do desamor de muitos, porquanto ainda na atualidade, existem espíritos 
embrutecidos no ódio e na incompreensão que dizem — nos ambientes 
espirituais que envolvem a Terra — que Jesus atrapalhou a evolução terrena 
com a sua vinda, porque terminou impedindo uma certa evolução mais prática, 
mais objetiva, sem tanto sentimentalismo e sentimentos de culpa, etc., como 
eles dizem. Como se tudo o que de negativo existe fosse devido exatamente ao 
trabalho dAquele que tudo deu, que somente amor deu e nada pediu. 
Para que possais entender como é tosca e distorcida a ótica terrena, até 
mesmo um ser do naipe de Jesus tem aqueles que, por ignorância ou cegueira 
ainda não O amam, ou em palavreado mais simples, ainda não gostam dEle. Se 
Jesus, que nada fez para contrair débitos, ao contrário, somente creditou-se 
porque, repetimos, nada pediu nem exigiu de ninguém (apenas de Si próprio), 
ainda existem aqueles que não lhe nutrem simpatia; imaginemos nós que, ao 
longo de nossas muitas vidas, tão imperfeitos que somos, exigentes, querendo 
tudo, preocupando-nos somente em receber e exigir, e quase nada damos, e 
quando damos o fazemos com a esperança de sermos retribuídos, quanto não 
temos na nossa retaguarda espiritual, seres que não nos suportam e que até 
nos desejam o mal? Nós, nas nossas imperfeições, já semeamos muito 
sofrimento e não foram poucos os que conseguimos fazer infelizes. Assim, com 
ou sem razão, cada um de nós deve contar na sua retaguarda espiritual, com 
algumas poucas dezenas, centenas, e dependendo do problema, mesmo milhares 
ainda de espíritos que simplesmente nos detestam. 
É importante perceber que cada um de nós tem alguns espíritos do lado de cá 
(dos ambientes espirituais) que, em hipótese mais generosa, não querem nos 
ver felizes, apesar de nada fazerem para que isso não ocorra, e alguns 
outros, em hipótese menos generosa, que além de não desejarem a nossa 
felicidade, fazem de tudo para nos perturbar a vida quando aí na carne 
estamos. Óbvio que esses que assim o fazem, conseguem se aproximar quando 
nossas energias espirituais e defesas energéticas assim o permitem. E o que 
chamais de período de carnaval, normalmente se torna uma “boa oportunidade” 
para seus equivocados objetivos no campo da vingança. 
Portanto, partindo da premissa em que há do lado de cá espíritos que ainda 
não perdoaram erros do passado e procuram oportunidades propícias para se 
aproximar daqueles dos quais ainda não gostam, que estão encarnados, para 
fazer o mal que pretendem, toda vigilância é pouca durante a vida terrena, 
sob pena de propiciarmos, de maneira inconseqüente, as condições para a 
atuação desses espíritos infelizes e vingativos. 
Nesse sentido, o que chamais de Carnaval e outras festas que tenham mais ou 
menos esse aspecto, servem para esses espíritos como uma espécie de período 
em que “eles reinam soberanos sobre o pouco cuidado de muitos”. Afinal, o 
que significa carnaval a não ser a própria expressão de que “a carne nada 
vale” e, se assim é, por que não descuidar totalmente, na ingênua suposição 
de que se está “apenas relaxando diante da vida”. 
No reino das sensações, o império das “alegrias exageradas” — não aquela 
alegria construtiva que enobrece e fortifica a alma — torna-se o melhor 
combustível para a prática de vinganças espirituais ou de simples 
“brincadeiras” de entidades espirituais algo inescrupulosas que assim agem 
por ignorância. Assim sendo, o carnaval para aqueles espíritos ainda não 
amadurecidos na postura do equilíbrio, fornece um momento ímpar para esses 
espíritos que pretendem se divertir ou fazer o mal, seja por vingança ou com 
a simples intenção de perturbar o ambiente planetário. 
Dentro dessas características é que trabalham as falanges espirituais ainda 
ligadas às trevas. Nós outros, que mesmo ainda sendo tão imperfeitos e que 
trabalhamos na seara de Jesus, agrupamo-nos também em equipes e tentamos 
“desengatilhar” muitas das armadilhas entabuladas pelas trevas. Entretanto, 
não podemos tolher o livre-arbítrio de ninguém. Nem dos que estão 
reencarnados nem dos que estão do lado de cá, desencarnados, por pior que 
sejam suas intenções. Podemos sim, sinalizar, tentar chamar a atenção, e 
conforme os méritos e deméritos constantes na vida espiritual de cada um, 
empreender atitudes mais ousadas com vistas à ajuda fraterna, neste ou 
naquele campo. 
Certas pessoas adoecem, às vezes, faltando dois ou três dias para o início 
das festas, e reclamam de todos os santos e de Deus, quando na verdade, 
aquela doença é uma benção do Pai, que por questões de méritos da própria 
pessoa, faz com que ela fique acamada para assim lhe evitar grande mal. Mas, 
de fato, quando na carne estamos, dificilmente conseguimos atinar com o que 
é bom e com o que é ruim. 
O que podemos fazer antes do dia da festa é o que estamos a vos explicar. 
Entretanto, quando se inicia o império das sensações, quando se inicia o 
toque das trombetas da pouca vigilância, quando o excesso da despreocupação 
no campo da droga se faz presente, aí cessa o nosso poder preventivo. 
Passamos todos a trabalhar como equipes que simplesmente vão recolhendo o 
que se pode recolher em termos espirituais, e tentando melhorar, diminuir ou 
suavizar a dor que inapelavelmente haverá de caracterizar o que seria uma 
festa alegre. Muitos abortos são praticados meses depois dessas festas, 
promovendo nos astrais que cercam certas cidades desse país, nuvens de 
sofrimento para vós difíceis de serem imaginadas. 
Resumindo, é trabalho por todos os lados e não cessará nunca, enquanto 
houver pouca vigilância por parte dos encarnados. A festa, a alegria e o 
congraçamento que caracterizam a necessidade humana de assim proceder no 
jogo da convivência, nunca foi, não é e jamais será necessariamente um 
problema. Mesmo alguns excessos, neste ou naquele campo, mas ainda inserido 
no que poderíamos considerar como sendo o limite mínimo de prudência da 
expressão da alegria humana, não representa absolutamente nenhum problema. 
Mas a atração pelo excesso e as posturas pouco vigilantes que igualam o ser 
humano aos animais irracionais e que os permite vibrar de forma 
complicadíssima, aniquilam as defesas espirituais do ser e tudo fica por 
conta das inconseqüências. 
O livre-arbítrio é ainda o grande norteador de todas as ações dos seres 
cósmicos, cidadãos deste e de outros mundos. É importante perceber que o 
único determinismo ou a única fatalidade que existe e está prevista nas leis 
cósmicas, é o de que um dia nos aproximaremos da perfeição, tornando-nos 
unos com o nosso Pai Celestial. Quando e como lá chegar, se com muita 
facilidade ou muita dificuldade, dependerá do livre-arbítrio de cada um. 
Lembremo-nos: somos 100% responsáveis por tudo o que fazemos, por tudo o que 
sentimos, por tudo que o pensamos e pelo que deixamos de fazer. 
Portanto, o Carnaval seria só um bom momento de relaxamento, de 
congraçamento e de alegria, de festividade mesmo, sem maiores problemas. 
Entretanto, transformou-se em quê? Em momento em que a materialidade 
aniquila a importância da vibração espiritual. Quando assim ocorre, o 
espírito também nada vale, e quando o espírito nada ou pouco vale, nada ou 
pouco se pode fazer para sustentá-lo, e às vezes ele cai. Mas, grande é a 
misericórdia do Pai que sempre nos promove oportunidades de reajuste 
espiritual. Assim, sejamos todos caminhantes que jamais se detêm, mesmo 
quando caímos aqui e acolá, com ou sem carnaval. 
Espírito Enéas. 

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