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E-ZINE UNITRILHAS
...mais vida
No. 24 - 13/8/2003
 
Um serviço oferecido pelo Unitrilhas
Número de assinantes: 473
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Nesta edição:
 
1. C a i n d o   n o   M u n d o
2. Á r e a s   N a t u r a i s
3. I p ê s   F l o r i d o s
4. M a n i f e s t a ç õ e s   H u m a n a s
5. A t e n d i m e n t o
6. P r ó x i m o s   R o t e i r o s
7. D i c a s
8. E n t r e v i s t a
9. A g e n d a   V i v a   M a i s
 
 
Que acha de trocar umas conversas com os outros leitores dessa 
e-zine? E saber das aventuras das outras pessoas, receber e dar dicas 
de viagem, trocar experiências, ler e digitar relatos...?
Então ai está. Já funciona o [trilhadica], um Grupo de Discussão interativo
para temas como viagem, trilhas, ambientes naturais e culturas.
Grupo de Discussão é uma comunidade online de pessoas interessadas 
em um determinado assunto. Ao participar da lista você recebe e envia 
mensagens que são compartilhadas por todos os integrantes do grupo.
 
Como o [trilhadica] nasceu para pessoas ajudarem e serem ajudadas, 
mudaremos o nome de Discussão (que pode ser interpretado como 
coisa chata, onde cada um defende seu conceito) para Grupo de 
Intercâmbio (onde a troca direcionada para a soma prevalece).
É gratuito, seguro e rápido, operado pelo provedor Yahoo! Grupos
e mantido pelo Unitrilhas.
Para assinar mande uma mensagem em branco para 
trilhadica-subscribe@yahoogrupos.com.br 
 
Abraço Aventureiro,
 
Adriano Garbelini - Editor 
unitrilhas@yahoo.com.br 
 
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Visitando e documentando os 52 parques nacionais brasileiros, em 
um Motorhome  www.ecoviagem.com.br/aventura/parques_brasil.asp
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1. C a i n d o   n o   M u n d o
 
Em 2002 trabalhei muito e economizei o que pude para realizar o sonho 
de ir à Ásia. 

Enfim o dia chegou... peguei um avião da South African Airlines (a rota 
mais curta e barata). Você pega o vôo em Cumbica-SP, depois de 9hs 
para na África do Sul por 12 horas. Lá no aeroporto tem um hotel que 
você pode passar o dia por 10 dólares, com direito a banho, um armário 
pra guardar as coisas, e uma piscina de água quentinha, não tem quarto 
disponível. Almocei no aeroporto, cogumelos  fritos, salada e batata 
com um molho esquisito. A comida do avião era mais gostosa. Peguei 
o outro avião e depois de 11hs com direito a turbulências, cheguei em 
Bangkok completamente grogue com a diferença de fuso. Os brasileiros 
podem ficar 3 meses na Tailândia, não precisa pedir visto. Depois, se 
quiser mais tempo tem que ir para alguma fronteira sair e entrar de novo.

Peguei um ônibus com ar condicionado (ventiladores girando no teto), 
um calor daqueles de pingar de suor, cheguei na famosa Kaosan Road, 
a rua dos turistas. Um casal de holandeses me viu perdida e me levou 
para um hotel de 490 baths (baths é' o dinheiro tailandês).
Depois mais tarde descobri que o hotel era caríssimo. Mas eu estava 
tão exausta, com o ruído das turbinas ainda nos ouvidos, o estomago 
maluco, pois não sabia se era hora de comer ou dormir. 

Fui ver a famosa rua, cheia de carrinhos de comida, panquecas de 
banana, macarrões fritos com brotos de feijão, arroz frito com vegetais 
e tofu, sempre peca "no spicy"(sem pimenta), eles adoram pimentas e 
também gafanhotos, besouros, escorpiões fritos,argh!!! Comi uma 
sopa, não é muito limpo, mas comparando-se com a Índia, é lindíssimo. 
Mudei no dia seguinte para uma Ghest House (é como chamam os 
hotéis de turistas), tem muitos, para todos os bolsos. Nesta paguei 120
baths, é claro sem luxo nenhum, água fria, minúsculo, banheiro sujinho...

Bangkok é um caos, barulhenta, poluída, cheia de Tuk (mini táxis de 
3 rodas super velhos e barulhentos movidos a querosene que poluem 
ate a alma, eles só faltam de intimar para pegar um), as pessoas costumam 
andar de cara tapada com panos, lenços, é muita poluição, visual, 
humana, sonora, etc. Muitas lojas de roupas, de internet.
outro dia tem mais...
 
Elaine Garcia Alves  elgarves@yahoo.com.br
 
 
2. Á r e a s   N a t u r a i s
 
No dia 7 de junho passado, os americanos comemoraram seu Dia 
Nacional da Trilha. E nós, o que temos para comemorar?

Na última Páscoa, passei três dias limpando uma trilha que já conhecia 
de anos atrás - e que agora estava praticamente fechada. O que levou, 
há dois anos, seis ou oito horas para subir, custou-me praticamente dois 
dias para limpar. Alguns trechos estavam tão obstruídos que gastei meia 
hora até para descobrir em que direção a trilha original seguia. 

Agora, qual a razão de estar resgatando uma trilha, de estar lá suando,
desfechando golpes de foice, levando varadas dos elásticos bambus, 
e voltando com mãos e braços cortados pelos espinhos? (Ah sim, e 
um dos bambus também conseguiu quebrar meus óculos). Uma trilha 
não é apenas uma oportunidade de recreação, um bom pretexto de 
fugir às complicações urbanas, ou válvula de escape ao stress da 
civilização. Uma trilha também é um legado, uma herança de ancestrais 
esclarecidos, um patrimônio a ser dividido com outros aventureiros e 
amantes da natureza - e por isto mesmo precisa ser mantida aberta...

Uma razão adicional para eu estar lá trabalhando, é que a trilha em 
questão atravessa um Parque Nacional - que, paradoxalmente, não dá 
a mínima se ela continua aberta ou fechada. Aliás, para eles talvez fosse 
melhor mesmo, que desaparecesse de vez: menos dor de cabeça. 
Muitos diretores de Parques ainda acreditam ingenuamente que a 
natureza a seu encargo precisa ser mantida intocada e pura, poupada 
de qualquer contaminação estranha, representada por exemplo por... 
visitantes humanos.

No entanto, não se pode valorizar o que não se conhece. Não se pode 
proteger o que não se ama. E não se pode destinar impostos à preservação 
do que não tem qualquer utilidade à sociedade e ao contribuinte. Um 
Parque cuja livre visitação é proibida, perdeu sua razão de ser, e poderia 
tranqüilamente ser devolvido a seu uso anterior, como pasto, roça, ou 
extração de pedra ou madeira. Menos despesa! Ah, mas se a área em 
questão merece ser preservada em seu estado selvagem, por sua paisagem 
deslumbrante, por sua ecologia ou geologia peculiares, é preciso que 
possa também ser visitada, conhecida, apreciada, amada. Trilhas fazem 
exatamente isto: um rasgo de um metro de largura permite a preservação 
de quilômetros quadrados ao redor. As pessoas podem então andar 
pela trilha e conhecer as maravilhas do lugar - a pé, que é forma mais 
eficiente e duradoura de conhecer alguma coisa, do que escutando 
discursos sobre ecologia e preservação ambiental. Trilhas através de 
"Unidades de Conservação" são, portanto, um instrumento de apreciação 
e conservação da natureza selvagem.
 
... continua na Revista AventuraJah, de Sérgio Beck  
www.aventurajah.com.br/editorial.htm  
 
 
3. I p ê s   F l o r i d o s
 
Thoreau, que amava muito a natureza, escreveu que se um homem 
resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem será 
considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser 
a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá 
deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador 
e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha 
caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido. A beleza é 
tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E 
imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas 
rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem. 
 
Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se 
em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal
 - abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o 
verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo 
quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e 
triunfante exaltação do cio. 
 
Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados 
pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, 
os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, 
moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam 
ao ritmo da própria vida, nos seus giros naturais. Mas agora, de repente, 
esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe 
o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de 
parar ante esta aparição do outro mundo...
 
Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes 
que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não 
responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. 
 
matéria completa  Rubem Alves  
www.rubemalves.com.br/hall/wwjardim/newfiles/osipesestao.php
 
 
4. M a n i f e s t a ç õ e s   H u m a n a s
 
"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso".
(autor desconhecido)
 
 
5. A t e n d i m e n t o
 
Tel (11) 6963-0232, de terça a sexta-feira, das 8:00 às 15:00 hs.
E-mails unitrilhas@yahoo.com.br e unitrilhas@ig.com.br 
 
 
6. P r ó x i m o s   R o t e i r o s
16/8: Extrema, montanha, paisagens  90,00 
17/8: Monte Verde, montanha, queijos  90,00 
23/8: Campos-Pinda, montanha, travessia  100,00 
24/8: Paranapiacaba, cachoeira, história  60,00  
31/8: Ipanema, pedra santa, história  70,00 
7/9: Paraibuna-Caragua, trilha dos tropeiros, travessia  100,00  
14/9: Caraguatatuba, cachoeiras do Pq Estadual  90,00 
20/9: Salesópolis-Camburí, nova travessia  100,00 
27/9: Cassandoca-Tabatinga, praias desertas, travessia  100,00 
28/9: Juréia, praias desertas  90,00 
27/12 a 1/1/04: Alagoa, montanha, isolamento, alimentação natural  780,00 
 
7. D i c a s
 
Aqui algumas dicas para você aproveitar plenamente sua aventura.
 
::: na trilha mãos vazias, mochilas nas costas, máquina pendurada
::: mente vazia, problemas em casa, relaxamento e interação com os 
parceiros de caminhada e o ambiente natural
::: pulmões vazios, expirando o passado até o fim, abrindo espaço para 
novos ares, novos experimentos, novas descobertas
 
 
8. E n t r e v i s t a
 
Saiba o que está acontecendo em prol da qualidade de vida. Ações 
à favor da vida. Personagens anônimos que vibram, trabalham e agem
por um mundo melhor
 
Apresento Marinéa Mochizuki, Produtora Cultural/Musical, maluca 
beleza.
 
a) Olá Marinéa, o que é viver bem na sua opinião?
Liberdade de ser e de estar como e onde eu desejar.
 
b) E você, quais suas ações para viver melhor?
Vou atrás dos meus sonhos, procuro realizar todos eles e acrescentar 
novos. Gosto de muitas experiências, conhecer pessoas, amigos e 
exterminar conceitos. Não perder minha criança interior...
 
c) E para coletividade, tem feito algo?
Em contato com os Guaranis, nasceu o Projeto Petinguá que 
significa Cachimbo da Paz e que está procura de voluntários 
www.brasilfesteiro.com.br/eventos_projetos/000_projetos/000_sociais/petyngua/petyngua.html 
Quando posso, participo como voluntária em outros projetos 
sociais e também os divulgo.
 
d) Como é sua alimentação?
Como de tudo que gosto, pouco refrigerante, como carne, não 
seria vegetariana. Meus caninos ainda são fortes. Como carne 
porque penso que todos temos funções aqui na terra, coisa do 
ecossistema, um come o outro. Acho que você não vai curtir...hehehe...
 
e) Que acha dos transgênicos?
Tenho muito mais medo da fome que assola o mundo.  Já experimentou 
ficar comendo cactus muitos dias com água suja? Se eu vivesse 
nestas condições comeria qualquer transgênico. Este negócio de 
ir contra os trangênicos é coisa de quem tem mesa farta.
 
f) Qual sua arte/artista preferido? 
Tentei pintar, sou muito limitada. Tentei tocar, sem nenhum talento. 
Cantar, nem pensar, total desafinada. Gosto de fazer cenários, 
trabalhos manuais. Gosto de Paulinho Mosca, Lenine, Matuto 
Moderno, Tom Zé, violeiros. Beatles, R Stones, Iron Maiden...
 
g) Quem ou o que mais lhe influenciou na compreensão da existência?
Meu pai foi o primeiro. Depois a ditadura, foi a causadora do meu 
desejo de liberdade acima de qualquer outro objetivo. E isso 
proporcionou-me muitas viagens por vários cantos do planeta, 
rompimentos de padrões, questionamentos e não querer menos.

h) As Unidades de Conservação Ambiental tem cumprido sua função? 
Estão tentando e vão conquistando algum sucesso, mas as pessoas 
que têm poder normalmente são insensíveis e o processo demorado.
 
i) Qual sua recomendação para quem procura viver mais naturalmente?
Acreditar em seus talentos, o ser acima do ter, perdoar a si e aos 
outros, amar, fazer sexo, viajar, filtrar as informações e doar-se.
 
j) À favor da livre expressão, o espaço é todo seu. 
Podemos ser rastreados pelo CPF, RG, Senhas, Câmeras. Nossa 
intimidade está sendo invadida e achamos normal. A mídia dizendo 
compre isto, aquilo, seja assim ou assado, faça isto e aquilo... 
parecemos marionetes. Vejo no futuro só pessoas bonitas, para 
serem consumidas e consumidoras. Minha esperança são os do 
contra, aqueles que incomodam, a mosca na sopa do sistema.

k) Qual a melhor forma de contatar-lhe?
e-mail  marinea@uol.com.br 
site  www.brasilfesteiro.com.br 
tels  (11) 5031-3905 / 9204-6411
 
Brigadíssimo Marinéa. E saiba que na Trilhazine a diversidade de idéias
- e dietas - tem espaço garantido, sem cortes. Abraço festeiro !
 
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As serras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
www.guiadoturista.com.br/seuroteiro.asp?cod=Serras&imagem=imagens/
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9. A g e n d a   V i v a   M a i s
 
::: Encontros  Filosofia na Natureza Para Jovens
Aprendendo a pensar com autonomia e construir relações autênticas
Inicio 14/8/03, quintas-feiras, das 19:30 às 21:30hs. Realização  Instituto 
Romã institutoroma@dialdata.com.br. Local  Ass Palas Athena, SP
 
::: Apresentação Musical  
Fernando Deghi, com suas três violas, trocentas afinações, causus...
Dia 22/8/03, 21hs. Ingresso R$ 5. Produção  www.brasilfesteiro.com.br
Local  Empório São Joaquim, Campinas, SP,  tel (19) 3388-6566
 
::: I Saciata  O Grito do Saci
Manifesto do Saci, roda de histórias tradicionais, apresentação musical...
De 5 a 7/9/03. Local  espaços públicos de São Luiz do Paraitinga, SP
fonte Refugio Ecológico das Cachoeiras refugioecologico@uol.com.br
 
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Tudo grátis, na Net  www.servicosgratis.com.br
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trilha e ambientes naturais trilhadica-subscribe@yahoogrupos.com.br 
 
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Reproduza e encaminhe livremente ! Evite Spams.
 
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