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E-ZINE UNITRILHAS
...mais vida
No. 9 - 4/4/2002
 
Um serviço oferecido pelo Unitrilhas
Número de assinantes: 396
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Nesta edição:
 
1. P e l a s   T r i l h a s   d o   G r a n d   C a n y o n
2. S l o o w   F o o d
3. C o r p o   a   C o r p o
4. E q u i p a m e n t o s
5. A t e n d i m e n t o
6. P r ó x i m o s   R o t e i r o s
7. D i c a s
8. E n t r e v i s t a
9. A g e n d a   V i v a   M a i s
 
 
Olá,
 
Um ser humano é uma parte a que chamamos Universo, uma parte 
limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, às suas idéias
e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse 
uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo 
de prisão, restringindo-nos aos nossos desejos pessoas e reservando
nossa afeição à algumas pessoas mais próximas de nós.
Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso 
circulo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e 
toda a natureza em sua beleza.
Albert Einstein
 
Conclusão: para ser ecológico não basta participar do grupo ecológico
ou ir na trilha. A ecologia começa em cada vibração que emitimos, em 
cada experimento, em cada ação, em cada aventura em ambientes naturais. 
Acredito ser assim que as belezas naturais de nosso planeta se manterão,
para as futuras, mas também para as atuais gerações. 
Agora é com você. Viva o Outono, e boa leitura!
 
Abraço Aventureiro,
 
Adriano Garbelini - Editor
unitrilhas@yahoo.com.br 
 
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Nova-e. A revista eletrônica preferida da comunidade Unitrilhas.
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1. P e l a s   T r i l h a s   d o   G r a n d   C a n y o n

O céu brilhou, revelando aquelas rochas calcárias avermelhadas perfeitas 
e eu fiz um inventário: um desfiladeiro muito grande, um quilo e meio 
de salame kasher e quatro nova-iorquinos sem esperanças. 

Eu era o membro mais experiente de nossa expedição e nunca tinha 
passado a noite em um desfiladeiro. Dois amigos, Stein e Ben, estariam 
acampando pela primeira vez, ambos usando tênis novos e com uma 
disposição mais despreocupada do que eu e minha namorada, Rachel.
Nossa missão era caminhar dentro do Grand Canyon - não meramente 
olhar para ele da borda, como 99% de seus visitantes fazem. Não.
Caminharíamos por ele, carregando mochilas pesadas com tudo o que 
precisaríamos por vários dias. Desfrutaríamos da paisagem sob o sol 
e as estrelas em relativa solidão. 
Mas este era o Grand Canyon, um lugar tão arraigado na cultura 
norte-americana que parece mais relacionado à Disneylândia ou ao 
McDonald's do que ao Grande Vale de Nevada. 

Ranger Brittany arrancou um sorriso de mim. Ela usava um daqueles 
chapéus do Smokey Bear, mas era aí que as semelhanças entre Brittany 
e outros guardas florestais amigáveis terminavam. De trás da janela do 
escritório federal, ela parecia mais uma enfermeira de emergências, 
calculando os danos sofridos e os danos futuros a serem evitados. 
"Vocês vieram na estação errada", anunciou. Estávamos a 2 mil ms 
de altura, mas no fundo do desfiladeiro, de acordo com Brittany, as 
temperaturas regularmente chegavam a mais de 37 graus no verão. 
"Podem conseguir, mas não será divertido." Entramos no desfiladeiro 
às 6h. Eu e Rachel seguimos o conselho de Brittany e diminuímos 
drasticamente o peso das mochilas; Stein e Ben pareceram menos 
traumatizados e encheram suas mochilas livremente. Ninguém queria 
economizar a água e o salame que Ben havia comprado.

A maioria das pessoas que fazem trilhas ali escolhe um dos conhecidos 
corredores para entrar no desfiladeiro. Os corredores Bright Angel e 
South Kaibab são fechados para os visitantes na vila Grand Canyon 
e levam a acampamentos em Indian Garden e Phantom Ranch, que têm 
água tratada e acampamentos escuros. Esses confortos também os 
deixam muito lotados, e é por isso que fomos pelo Hermit Canyon, 
2,5 km ao oeste da vila. No total, cobriríamos cerca de 30 km. 
Imaginamos que caminhar ladeira abaixo seria fácil o suficiente, e fazíamos 
rápidas estimativas para a jornada do dia. A suposição mais conservadora 
dizia que chegaríamos ao acampamento às 10h30. 
A Hermit Trail começa com uma descida submersa, que silenciou uma 
conversa de Stein e Ben. Passamos a maior parte da manhã atravessando 
o terreno de argila e arenito vermelho. Os 300 metros de penhascos 
protegiam-nos do sol, e eu aproveitei as visões das paredes do desfiladeiro 
do lado norte. Com exceção de ter que navegar sobre vários desmoronamentos 
de rochas, a caminhada foi simples. Encontramos apenas mais duas 
pessoas durante todo o dia. 

Já passava do meio-dia e o sol estava sobre nossas cabeças quando 
começamos a caminhar pelo Tonto. Como Brittany tinha previsto, o 
terreno era árido e desértico e não oferecia nenhuma trégua do sol que 
nos punia. Vimos uma depressão no Tonto Plateau. Algum lugar naquele 
minidesfiladeiro formado pelo Hermit Creek era nosso lar. 
Chegamos ao acampamento às 14h. Nosso lar pelos próximos dois 
dias seria uma pedra plana sob uma cordilheira, que oferecia sombra 
e acesso a uma nascente a cerca de 90 ms de distância. Quando 
finalmente descansávamos, Ben segurou seu joelho direito, que parecia 
estar inchado. O resto de nós não sofria de nenhuma dor, mas estávamos 
totalmente exaustos, e deprimidos pelo nosso dia "fácil" de caminhada. 
Depois de um jantar simples com macarrão chinês, fomos dormir cedo, 
pouco depois do pôr-do-sol, admirando o límpido e frio céu estrelado. 
Não lembro de ter dormido tão bem quanto aquela noite. Na manhã 
seguinte, o joelho de Ben tinha melhorado. Tomei meu banho matinal 
em um chuveiro natural de 4 ms. O rio Colorado faz um contraste 
ruidoso com o silêncio que domina o desfiladeiro. Para ser ouvido por 
alguém a 1,5 m de distância, eu precisa gritar. Tive dificuldades para 
compreender como um rio de apenas 36 ms de largura podia esculpir 
um desfiladeiro que demorei um dia e meio para atravessar. 

Era apenas 10h, mas estávamos andando pela água e o calor estava 
aumentando. Na subida do riacho, tentei relaxar e apreciar o outro 
terreno secular no fundo do desfiladeiro. Senti um novo cheiro, algo 
distintamente fresco. Rachel mencionou que parecia o cheiro de um 
forno de cerâmica, como se algo estivesse cozinhando. E então eu 
percebi, alguma coisa estava cozinhando: a Terra ao nosso redor!
Corremos para a segurança da nossa rocha. Quando voltamos, a perna 
de Ben tinha piorado. Ele estava fazendo caretas cada vez que se 
curvava, e podíamos ouvir os estalos. Quando deixamos o acampamento 
logo depois das 4h, a lua estava sumindo, mas eu ainda precisei da minha 
lanterna para caminhar. Na trilha, os buracos em nosso pelotão improvisado 
estavam agora preenchidos. Eu era o líder, encarregado de encontrar 
a trilha e indicar os lugares perigosos, enquanto Stein servia como meu 
companheiro de conversa. Bem atrás, Rachel ajudava Ben. Todas as 
vezes que eu olhei para trás, percebi que Ben não estava dobrando 
seu joelho. Sua bengala de alta tecnologia comprada recentemente tinha 
se transformado em muletas antiquadas. Caminhamos sem parar, mas 
a perna de Ben garantia que o ritmo fosse lento. O sol nos atingiu mais 
cedo do que esperávamos, quando tínhamos subido a Cathedral Stairs 
e restava a travessa Hermit. Ben ultrapassou alguns desmoronamentos 
de rochas com pouca comemoração e fizemos uma pequena várzea 
abaixo da última elevação até o meio-dia. Rachel passou 10 min jogando 
água sobre a cabeça de Bem. Em um determinado momento, ela pensou 
se ele deveria ser carregado. Mas ele conseguiu, mancando a cada passo.  
Quando arrastávamos nossas mochilas em direção aos nossos carros, 
misturamo-nos com visitantes recém-chegados que saíam de um ônibus 
com ar condicionado para fotografar, nenhum de nós, incluindo Ben 
(que depois descobriu que seu joelho não estava ferido gravemente), 
tinha interesse em trocar de passeio. Nenhuma fotografia poderia 
capturar a riqueza e intimidade de nossa experiência no Grand Canyon. .
 
Por Ted Rose, do "The New York Times"
 
 
2. S l o o w   F o o d
 
Surgido na Itália em 1986, o movimento "Slow Food" já se encontra 
com mais de 65.000 membros espalhados por todo o mundo, incluindo 
o Brasil. Aqui, esta filosofia de "reeducação do sabor" recebeu um 
"convivium" - nome designado ao grupo filiado ao Slow Food - em 
novembro do ano passado, no Rio de Janeiro, contando hoje com mais
de 40 sócios.
 
Devido ao desenvolvimento industrial e progressos feitos na ciência e 
tecnologia, o ser humano tornou-se escravo de um estilo de vida onde 
tudo acontece às pressas. Isso transformou antigos costumes, fazendo-o
trocar o prazer e a privacidade de uma refeição em casa pela alimentação
pouco saudável de cadeias de restaurantes "fast food". Em seu manifesto, 
o movimento "slowfood" é definido como um "movimento de defesa 
ao direito do sabor". Seu rápido crescimento deve-se a ligação direta 
com o conceito do prazer, o qual envolve diferentes aspectos de 
existência do ser humano, aspectos estes que perderam em sua importância 
principalmente no decorrer das duas últimas décadas do séc XX. 
 
O Caracol é o animal símbolo da organização por dois motivos. Seu
comportamento nos educa a tomarmos o tempo necessário para pensar
antes de agir. Sentir-se em casa indiferentemente de onde estejamos,
ou seja, procurar se sentir à vontade e transmitir essa sensação aos
outros em qualquer situação em que nos encontrarmos.
 
Em louvor do descanso.
Esse principio não subentende apoiar preguiçosos. Saber louvar o 
descanso significa descansar com prazer, seja através de um jogo de 
cartas com amigos, lendo um bom livro, meditando ou de outra forma 
qualquer. O importante é conseguir distanciar-se conscientemente do 
trabalho diário, aproveitando ao máximo o momento de tranqüilidade.  
 
Na Europa a hospitalidade encontra-se em extinção. Poucas pessoas 
ainda cultivam receber visitas desprevinidamente com a mesa farta e 
uma cama pra hospedagem. São raras as pessoa que ainda tem tempo 
e dinheiro para dar a outros em forma de hospitalidade. por isso o 
movimento Slowfood reconhece que existe uma urgência em se reaprender 
os atos de dar e receber, já que além de dar, os cidadão dos países 
industrializados demonstram dificuldades em receber.
 
Correspondendo à filosofia são organizadas atividades relacionadas à 
cultura da alimentação, como almoços ou jantares, onde são degustados 
vários pratos levando os participantes a conviverem e sentirem satisfação. 
Dessa forma também é alcançado um dos principais objetivos: promover 
bebidas, comidas e tradições de determinada região, tornando-as conhecidas 
e resguardando-as do total desaparecimento através da globalização. 
Além da preocupação direta com os alimentos, a organização também 
procura proteger o meio-ambiente e sua diversidade em paisagens e 
produtos. Através da realização dessas atividades são feitas coletas 
para projetos de ajuda a regiões em dificuldade como áreas destruídas 
por terremotos, guerras ou simplesmente onde a pobreza predomina. 
 
fonte  www.slowfood.com   www.planetaorganico.com 
 
 
3. C o r p o   a   C o r p o
 
"Corpo que te quero vivo, vida que te quero inteira!
Sonho que te quero pronto, vivo e intenso no encontro:
da esperança livre aqui, no abraço estreito agora, do corpo a corpo vivo...
sempre..."
 
 
"Incorporado os sonhos, num instante eterno.
Parando o tempo, respirando a vida.
No intenso encontro do corpo e do sonho.
No corpo a corpo vivo...
sempre..."
 
Tina Duarte  tinadte@uol.com.br
 
 
4. E q u i p a m e n t o s
 
Caminhada é uma das atividades corporais mais simples, inclusive
quando se fala em equipamentos. É preciso de quase nada para realizar 
trilhas em ambientes naturais, excetos as grande aventuras, é claro. O 
equipamento normalmente serve apenas para dar um melhor conforto 
e desempenho ao caminhante.
O Unitrilhas abre esse espaço para informar sobre botas, mochilas, 
roupas, alimentos... Se você tem alguma dica ou conheça alguma loja 
com produtos para caminhadas em oferta, pode mandar que será 
publicado. Aí vai a primeira dica, para quem mora ou passa por Mogi:
 
Botinhas de caminhada Sunkal, feminina e masculina, em oferta por 
R$ 30,00. Motivo: liquidação de estoque. Lojas Winner. Mogi Shopping. 
Mogi das Cruzes - SP. Tels (11) 4799-0818 / 4796-9127 a/c Pamela.
 
A segunda, pra quem é da região Norte de São Paulo.
Não esqueça de avisar que foi indicação da Unitrilhas. Motivo? Você 
ganha mais um desconto de 5% em todos os produtos.
 
Botas Snake e Salomon (importadas)  por R$ 139,90
Papetes por  R$ 49,90
Shorts feminino por  R$ 19,90
 
Submont Equipamentos
R  Dr Olavo Egídio, 50,  próximo ao metro Santana
fone: (11) 6281-9396 a/c J.A. ou Jr
 
Estoques disponíveis em 4/4/2002, para pagamento à vista.
 
 
5. A t e n d i m e n t o
 
A equipe Unitrilhas atende com aquela boa vontade de quem faz 
somente o que gosta. Mas fique atendo aos horários:
(11) 6963-0232. De terça à sexta-feira, das 8 às 15hs.
 
Segundas-feiras são reservadas ao descanso e às atividades pessoais.
Explica-se: todos os finais de semana estamos à disposição das pessoas.
Então segunda é dia da auto-disponibilidade. Será que convenceu?
 
Aproveite a atualize nosso e-mail em seu catalogo de endereços:
unitrilhas@yahoo.com.br e unitrilhas@ig.com.br 
 
 
6. P r ó x i m o s   R o t e i r o s
 
Fique por dentro da programação de outono das caminhadas Unitrilhas.
Para não ficar de fora reserve sua vaga o quanto antes.
Sujeito a modificações.
6 e 14/4: Cassandoca-Tabatinga, praias desertas 
7 e 20/4: Ilha do Tamanduá, praias e ilha desertas 
13/4: Paraibuna-Caraguá, trilha dos tropeiros, travessia 
1, 4 e 18/5: Juréia, praias desertas 
11, 19 e 25/5: Paranapiacaba, comunidade, cachoeira 
30/5 à 2/6: Alagoa, montanha, isolamento, alimentação natural 
30/5 à 2/6: Bocaina, trilha do ouro, travessia 
8 e 16/6: Campos-Pinda, montanha, travessia 
9 e 22/6: Monte Verde, montanha, queijos 
15 e 23/6: Extrema, montanha, cachoeira 
28/6 à 30/6: Ilha Bela, música instrumental, cachoeiras, praias 
6 à 14/7: Alto Paraíso, chapada, cachoeiras, estilo de vida
 
7. D i c a s
 
Aqui algumas dicas para você aproveitar plenamente sua aventura.
 
::: aproveite a rica experiência de estar com pessoas, aprendendo, 
ensinando, interagindo
 
::: abandone, nem que seja por um instante, seus conceitos e "opiniões 
formadas sobre tudo". Ouça atentamente o que o companheiro de viajem 
tem a dizer. As surpresas são muitas.
 
::: seus amigos do cotidiano raramente te acompanharão em trilhas, pois 
nem todos somos iguais (ainda bem). Vá sozinho e faça novas amizades
 
 
8. E n t r e v i s t a
 
Saiba o que está acontecendo em prol da qualidade de vida. Ações 
à favor da vida. Personagens anônimos que trabalham por um mundo
melhor.
 
Conheça Evandro Sanguinetto, empreendedor, educador sócio-ambiental, 
idealizador do Projeto Belezuras, consultor em alternativas para o 
Ecoturismo e propriedades rurais, aprendiz de contador de histórias.
 
a) Olá Evandro, o que é viver bem na sua opinião?
Viver bem é ter alinhados pensamento, emoção, palavra e ação. 
É estar em paz consigo mesmo e em harmonia com o ambiente. É
ter ciência de que você é parte de algo muito maior, do universo.
 
b) E você, quais suas ações para viver melhor?
Trabalho com Educação Ambiental e Social. Desenvolvo Oficinas 
de Sensibilização junto a crianças e profissionais, principalmente 
da área de Educação, sempre com o enfoque na pessoa, no humano 
e sua relação com o todo. Trabalho também com Consultoria em 
Alternativas de Sustentabilidade, dentre elas o Ecoturismo.
 
c) E para coletividade, tem feito algo?
Trabalho junto à pessoas, com a possibilidade de mudanças de 
pensamento, valores e atitudes para alcançarmos a sustentabilidade 
social, econômica e ambiental. São possibilidades, não ameaças ou 
imposições. As pessoas só mudam seus valores quando entendem 
e comungam com os benefícios que as mudanças podem lhes trazer. 
É um movimento de dentro pra fora, nunca de fora pra dentro
 
d) Como é sua alimentação?
Sou não-carnívoro. Isso significa que não sou vegetariano, macrobiótico 
ou algo assim, apenas que não como carne. Dou preferência também 
para os alimentos naturais, integrais e orgânicos.
 
e) Que acha dos transgênicos?
É o resultado da doença mental que vivemos com a "ditadura da
razão". O pensamento mecânico, herança de Newton, fez evoluir
a ciência e tecnologia, mas nos privou da visão do todo. Somos
incapazes de perceber as relações entre pessoas, objetos, animais,
plantas, natureza e cosmos. Não percebemos também a relação 
entre alimento envenenado e doenças. Tudo em nome do lucro.
 
f) Qual sua arte/artista preferido? 
Qualquer um que fale de vida, de amor, de luz.
 
g) Quem ou o que mais lhe influenciou na compreensão da existência?
As visões orientais de mundo e sua espiritualidade, a contra-cultura
dos anos 60 e 70, as comunidades alternativas. Mais recentemente 
os autores que popularizam a Cosmologia, sites sobre espaço, 
evolução, sincronia do tempo, filosofia... Também aprendo muito 
com crianças que sempre sabem muito mais do que imaginamos.
 
h) As Unidades de Conservação Ambiental tem cumprido sua função?
A visão de que o homem está fora da natureza acaba levando a 
umas posições agonizantes. Assim, se uma área tem problemas, a 
solução encontrada (existem exceções) é fechar a Unidade ou trilha
à visitação. Educação Ambiental existe para educar, mas fechar
é mais fácil. O tempo vai se encarregar, pois muitos administradores
estão se aposentando, abrindo espaço para idéias mais atuais.
 
i) Qual sua recomendação para quem procura viver mais naturalmente?
Procure alinhar o que pensa com aquilo que diz, o que sente com 
aquilo que faz.
 
j) À favor da livre expressão, o espaço é todo seu.
O mundo está mudando em velocidades cada vez maiores, assim
como a consciência, evoluindo. Se continuarmos nos rumos que a
Visão Racionalista vem impondo, pouco podemos esperar de nosso
destino, a não ser guerras e violência crescentes. O equilíbrio entre
razão e emoção, matéria e espírito, palavra e ação é uma possibilidade
que se apresenta em todas as áreas, do pessoal ao profissional, do 
empresarial ao governamental e não-governamental. E, como
uma opção que se apresenta, ela pode se experimentada, vivida. 
 
k) Qual a melhor forma de contatar-lhe?
Evandro de Castro Sanguinetto
sanguinetto@uol.com.br
www.encantadordesonhos.hpg.com.br
 
Ok Evandro. Seus projetos e suas posições são notáveis, tenha todo 
nosso apoio. E, para quem trabalha em educação, formal ou informal, 
fica aqui o endosso do Unitrilhas para as oficinas aplicadas por Evandro.
 
Gostou da entrevista? Sabia que você também poderia se expressar 
aqui? Envie sua entrevista, que eu publico unitrilhas@yahoo.com.br 
 
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Tá enjoado daquelas agendas frias e técnicas? Conheça a Agenda 
Livro da Tribo. Tem poesias, mensagens, humor, ilustrações, calendário.
www.livrodatribo.com.br  0800-7048873.
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9. A g e n d a   V i v a   M a i s
 
::: Encontro de Ecovilas e Permacultura.
Intercâmbio e ações sobre moradias em vilas ambientalmente sustentáveis.
De 4 à 7/4/2002. Organização  Ecosust http://ecosust.gaia.org.br
e.gaia@terra.com.br   Realização comunitária. Local  Garopaba, SC.
 
::: Curso Tai Chi Pai Lin.
Práticas de origem milenar taoista para a saúde e longevidade. 
Com Jerusha Chang, discípula e assistente do mestre Liu Pai Lin
De 19 à 21/4/2002. R$ 260,00. Realização  Espaço Luz, (11) 3031-1324
lucio.leal@uol.com.br  Local  Eco Pousada Pedra Grande, Atibaia.
 
::: Curso de Feng-Shui Básico.
Com Eduardo Guilherme Svetlosak, consultor em terapia ambiental. 
De 20 à 21/4/2002, das 9:00 às 14:00hs. R$ 170,00. Realização  
Daterra Oficina de Artes e Atelier, R Turiassú, 731, Pompéia, São 
Paulo, (11) 3865-3873, 3846-7125  daterraoficina@zipmail.com.br
 
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Vilas de Yamaguishi. Um exemplo de harmonia entre a natureza e a 
ação humana consciente  www.yamaguishi.com.br 
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e garanta o recebimento das próximas edições. Basta enviar seu nome 
completo e e-mail para unitrilhas@yahoo.com.br. Esses dados são de 
uso exclusivo Unitrilhas nunca sendo repassados a terceiros.
 
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 Unitrilhas
...mais vida

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Experimentando o Mundo
O Unitrilhas nasceu em 1996 com o propósito de facilitar o acesso 
das pessoas à "experimentos em ambientes naturais".
 
É um serviço de planejamento e operacionalização de viagens 
e aventuras em Reservas Ambientais. 
Entrar em contato com um mundo - muitas vezes inédito para 
alguns - onde a ordem natural prevalece, sem, ou com poucas 
interferências humanas. São trilhas à pé por Unidades de 
Conservação Ambiental, onde acontece um aprendizado através 
da própria experimentação. Um novo conceito de escola sem 
intermediações. Onde alunos, professores e carteiras são uma 
coisa só. Onde novas possibilidades de vida aparecem a todo 
momento e podem ser vividas, experimentadas.
 
Ampliar Relacionamentos
Também é um momento de criar relacionamentos expressivos 
com pessoas afins. Interagir com pessoas de personalidades e 
histórias distintas. Ampliar, desenvolver assuntos no maior 
anonimato, na maior informalidade, na maior naturalidade. Um 
uso inédito do tempo livre com situações totalmente fora do 
cotidiano. Um momento de intenso intercambio social, de 
criatividade e de expansão de idéias. Porque, decididamente,
o mundo funcionou, funciona e continuará funcionando em grupo.
 
Tempo Livre 
O Unitrilhas desenvolve um tipo de lazer, onde pessoas e seres 
vivos sejam mais importantes que roteiros, horários e dinheiro. 
Onde há lugar para a livre expressão. Onde a imensidão contagia 
e conduz, com o mínimo de interferência possível da equipe de 
organização. Onde o tempo livre, pode ser livre mesmo, para as
novas situações que se apresentam.
 
Pessoas com Pessoas
Pessoas trabalhando para pessoas, facilitando o acesso aos 
ambientes naturais mais preservados do Brasil.
Colaboradores, guias e planejadores são os profissionais responsáveis
pelo êxito dos roteiros Unitrilhas. Pessoas decididas a viver melhor.
Transparentes, lúcidos, humorados, cooperativistas, que gostam 
de seu trabalho, de estar interagindo e aprendendo com outros, 
sem paternalismos, sem direcionamentos vivenciais, sem verdades, 
mas com uma imensa vontade de criar e viver num mundo onde 
todos tenham voz e vez.
 
Construindo História
Unitrilhas tem personalidade, vida e uma história própria. Construída
e baseada no respeito ao meio ambiente, às comunidades tradicionais,
à diferença e à livre expressão humana. Sem vínculos com capitais
especulativos, partidos políticos, crenças religiosas ou governo.
O compromisso Unitrilhas é somente com a vida, as pessoas e 
os demais componentes do Universo. Daí Uni. Universo, universo 
das trilhas, universalizar trilhas. Trilhas universais, trilhas com 
conceito de integralidade, de realidade.
 
Explorando Possibilidades
O Unitrilhas procura resgatar a originalidade, a essência, alegria
de viver e o escasso tempo livre. Procura mostrar a harmoniosa 
interação entre os seres vivos, no ambiente natural. Mostrar 
que é possível viver pelo qual viemos ao mundo. E para isso, 
estar num ambiente honesto, com o mínimo de contaminação 
e interferência humanas é essencial. 
Porque será que nos sentimos tão bem num Parque ou área 
verde? 
Construir um planeta melhor é responsabilidade de cada habitante, 
em grupo melhor ainda.
 
Gente Que Faz
Unitrilhas é uma iniciativa de Adriano Garbelini, naturalista, cidadão 
do mundo, formado na vida, conhecedor de ambientes naturais, 
admirador de seres vivos e suas interações, apaixonado pelas 
questões existenciais que rondam a humanidade.
Depois de atuar no movimento ambiental descobriu - através
de experimentos em ambientes naturais - que a ecologia acontece
de dentro pra fora e não de fora pra dentro, como sugerem
as organizações de proteção ambiental (que também tem sua 
importância social). Que a ecologia está nas pequenas atitudes 
pessoais cotidianas e não apenas no mutirão para plantar árvores. 
A idéia é muito simples: não precisa plantá-las, basta não destruí-las.
E isso, podemos muito bem fazer.
 
Portanto, Unitrilhas é mais que viagens. É uma comunidade de 
pessoas interessadas na plena existência.
 
Apareça você também nas Unitrilhas !
 
"Não há caminhos
apenas o caminhar
a caminhada
e os caminhantes
 
Caminhando, fazemos nosso próprio caminho..." 

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