Ah, a larga espera de noites vazias.... Silêncio, silêncio... Só e pó. Deito na alfombra de teu pensamento meu canto parco e triste. Que versos te direi? Que palavras substituem as promessas não cumpridas? Ah, a larga espera de noites vazias.... Silêncio, silêncio... Só. A dor e a lâmpada sempre acesas: um dormir-acordado de vigia de castelos de sonhos. Queixo-me da sombra de teu encantamento aos meus ossos mortos. Que poemas declamei? Serei a cal de muros tortos mijados por bêbados trôpegos? Ah, a larga espera de noites vazias.... Silêncio, silêncio... Pó. A música e a televisão sempre acesas: um dormir-acordado de vigia de castelos de sonos. Preso aos meus trágicos deveres rasguei a vida e a alma ao meio. Minha vida, minha vida soçobrou nesse instante.
Marcos Freitas