Quando anoitecia vinhas trazendo numa bacia, rosas em pétalas Com seus mais delicados beijos, minha alma em silencio cantava, Então era estendida a colcha de retalhos da noite e nos amávamos felizes Dormíamos-nos amparados sobe as mãos das estrelas e agasalhados pelo luar Felicidade é querer bem a quem se ama é amor cantado em musica perene Sob a orquestra dos Serafim, cordões das mais finas luzes Eram despejados a vontade orquídeas, rosas, jasmins, Tudo que pedíamos vinha, então, não pedíamos nada. Nossa casa templo de Afrodite, quando eu te via nua, eu pensava quanta perfeição. Teu corpo desenhado com as mais suaves curvas, como um planear Sob as ondas, eu era impelido às mais alto paixões do amor Minha alma brincava, eu era pobre, mas enobrecido a rei feito e para amar Eu vivi, vivi ancorado as mais belas demonstrações de felicidade, Até então, eu nem imaginava por que éramos tão felizes, mas eu vi, Quando vinha o crepúsculo, vinham juntos dois anjos do amor eterno Deixavam sempre duas pedrinhas uma coladinha na outra Chamadas, te quero bem e a outra amor sem fim.
Carlos Donizeti