Um Sonho Atormentado. Todos nós temos um dia heróico. Por mais que esqueçam, o que você fez te valeu muito mais do que uma vida comum e sem graça. Foi o que aconteceu com Gakki, que após fazer sua festa de formatura começara a ter pesadelos com a escola, e se preocupava tanto que chegava a suar. Algo estava para acontecer. Não era de se esperar que aquilo fosse verdade... -“Não... Não... Saia daqui... Não vai sair? Vou te dar o que merece.” -“Você não tem tanto poder quanto eu... Sua espada pode ser afiada que chegue a cortar um fio... Mas não me vencerá...” De repente, um som ruim. Era seu despertador. Gakki se levanta em um pulo. Desliga seu rádio relógio e abaixa a cabeça, sentado ainda na cama. Sua mãe veio à porta e batendo-a disse: -Está acordado, filho? Hoje você tem uma entrevista, melhor se arrumar depressa. Ao sair do seu quarto olhou para seus pais, deu um bocejo, e deu-lhes um bom dia. Tomou seu café matinal e, pegando sua bicicleta foi até a empresa, a qual iria fazer a tal entrevista. Mas antes de chegar até seu destino, parou por alguns instantes e olhava para aquela escola, de longe. -Isso só deve ser ilusão. Gakki se concentra amigo. Você tem que se preparar. Pensando consigo mesmo voltou a pedalar até a empresa. Por mais que ao falar com seu futuro chefe fosse sua única preocupação, aquele pesadelo não saía da sua cabeça. Uma empresa que trabalhava com ferramentas de ferro e aço. Era muito trabalhoso. Mas era dali que tiraria seu sustento. No outro dia ele iria trabalhar. Havia passado na entrevista. E pensando tanto naquele sonho estranho resolveu passar de volta, mais próximo da escola. Com um tempo de antecedência, se aproxima dos portões e lera um aviso: “Estamos sem aula, por uma epidemia que recentemente apareceu e que fez todos os alunos passarem mal.”. Epidemia? Estranho ter uma epidemia. Ainda mais em uma escola. Talvez alguém tivesse vindo do exterior e trouxe isso sem querer. Mas ainda estava cedo demais para descobrir o que realmente aconteceu. Deixou aquele lugar e fora direto ao seu trabalho. Seu trabalho era de fazer ferramentas, com uma calda fervente de ferro derretido, para jogá-las em moldes para dar um contorno correto da ferramenta. O trabalho não era tudo que ele queria, pois não era tão forte para levantar aquele líquido pesado. Mas conforme ia se acostumando, foi ficando um pouco mais forte e já estava trabalhando como um verdadeiro funcionário. Foi então que se deu conta de que sua força estava um pouco mais evoluída. Seu cansaço ia diminuindo. Até que no outro mês teve o mesmo sonho, digo pesadelo. “-Quem é você?” -“Não importa. Estou procurando alguém forte para lutar.” “- Alguém forte para lutar? Está de brincadeira comigo? Ou veio atrás de mim? “-Eu estou procurando... “-Pois se não viu a pessoa aqui pode sair então... Está atrapalhando minha aula.” “-Sua aula? Nunca mais repita que eu atrapalho! Eu não atrapalho, eu destruo. Vai começar por você...” -“Não... Não... Saia daqui... Não vai sair? Vou te dar o que merece...” E, novamente seu rádio-relógio se desperta. Até parecia que cada sonho estranho estava regredindo. E por mais uma vez ele foi até este colégio e olhou aquele bilhete, o qual estava rasgado. Uma chuva começa a cair quando ele começa a tentar arrumar aquele rasgo. Mas no que forçou, este portão se abriu. Não sabia que iria chover então recuou dentro desta escola. Estava abandonada. Algo o fez recordar que ali já tinha estudado, quando era apenas uma criança de seis anos.Havia uma enorme neblina dentro dela. E como ele se lembrou, andava pelo lugar passando por dentro do saguão, pelas portas e numa delas ele passou e viu um vulto. Ele retornou para olhar e exclamou: -Ei! Quem está aí? Só ilusão. Com sede de tanto andar encontrou uma torneira no corredor e tentou abri-la, mas não saia água alguma. Uma gota se quer. E sentiu alguém atrás dele, e ao olhar rapidamente, não havia nada. Naquele momento, a grossa chuva havia passado e, por sorte deu tempo de chegar ao seu trabalho. Discretamente aproveitou um curto tempo no seu trabalho e fez sua própria espada, forjada em aço, a qual que somente uma espada feita de diamante pode destruí-la. Era o que pensava, pois não havia este produto onde trabalhava. Escondidamente consegue despistar e levar a espada até em casa sem ser notado. Nem bem chegou, já ia tirando os sapatos e diretamente foi para os fundos, onde ali ficou até o mais tardar possível tentando treinar. Nesse tempo houve uma interrupção de uma pessoa: o seu tio. Todos acreditam que ele treina pessoas para lutarem com espadas. Mas não é bem assim. Ele bateu na porta, de surpresa: -Saudações, irmã Alice. Vim buscar aquele pacote que deixaram em sua casa, assim como me havia dito. Mas... O que é aquilo? -É o meu filho, está lunático quanto a você de querer treinar com uma espada. Um mundo moderno como este para quê essa loucura. -Se te explicasse, você não entenderia. -Acredito! -Ora... O que estou fazendo aqui? Vou conversar com seu filho enquanto você traz para mim aquele embrulho. -Está bem... Então Takko, seu tio, se aproxima de Gakko e o observa. -Humpf! Humpf! IAAHH! Puf!Puf! Ah! Tio! Puf! Queria que... Puf! Que me ensinasse a lutar com espada. -Você não tem uma gota de noção. Não é assim de repente. Não é ficar rebolando para uma árvore com um ferro na mão que vai conseguir aprender algo. Precisa de disciplina. Por que você não vem até minha escola para querer aprender? Lá poderá aprender com seus colegas. -Colegas, colegas não são para a vida inteira. Colegas são para um curto tempo. -Quem sabe faça alguma amizade. -Quem sabe não. Ainda mais que não posso ir, pois ao contrário do senhor eu trabalho. -Bom... Meu convite está em pé. Faça o que quiser. Pense e depois me procure. Antes de ir, posso ver esta espada? Nossa... Afiada, leve... Que material você usou aqui? -Aço forjado. -E como ficou leve? O aço é pesado. Ah! Entendi! A aerodinâmica dela faz “deslizar” melhor ao vento e estes pequenos furos no centro fazem além de passar o vento, faz vibrar menos a espada. Uma ótima idéia. Poderia me dar uma licença só um pouco? Ao que Gakki se afasta Takko fecha os olhos pôs sua espada a altura de seus ombros e, numa girada de corpo, corta uma folha ao meio, e fazendo uma cicatriz na árvore. -Como você fez isso? -Enquanto falava com você eu notei o tempo que ela levava até ficar a altura dos meus ombros e simplesmente acreditei em mim e fiz esta façanha. Você deve conhecer seu inimigo antes que ele te conheça. Tome sua espada. Eu voltarei para meu “templo” ensinar. O convite está ainda em pé. Se mudar de opinião. -Ah! Takko! Aqui está seu embrulho. Não mostrei para ninguém. -Excelente. Vou indo. -Ei!!! Espere... -Ah! Gakko! Esqueci de te falar... Quando for me visitar, leve esta sua espada. -Mas... Mas... Takko saíra não ouvindo o que Gakki iria dizer. Mas saiu pensativo pela tal espada que ele havia criado com suas próprias mãos. Gakko pôs-se em frente a árvore então cronometrou pensativamente o tempo que a folha ia descendo e, na próxima, ele pôs aos seus ombros fechou os olhos e, numa girada de corpo, a espada escapa e fincando na árvore. Ao entrar, esfregando seu braço na testa, por tanto suar, ele fora tomar um banho e após, jantar. No que sentou à mesa, suas mãos ainda treinavam debaixo com sua mente. E até um pouco antes de deitar-se ficara sapateando como se até estivesse dançando, só parou porque sua mãe batia na parede para ele se aquietar. Desta vez ele teve um sonho. No que ele pensava realmente se mostrou. Ele, quando estudava naquela escola, quando criança, ele lembrava da época que coisas aconteceram, que ninguém soubera o que era. Mas alunos estavam ficando mal, o colégio estava ficando em ruínas, objetos de valores iam sumindo. Tremores. Neblinas apareciam durante a manhã. Água escassa. Tudo que uma escola tinha a ponto de ser interditada. Mas não era somente isto. Os alunos reclamavam a seus pais por tanto medo, que sempre vinham reclamar à diretora que por fim acabou com esta história interditando a escola de vez. Gakki não recordava exatamente de tudo, apenas do dia do tremor e da cratera, da sua mãe que falava com a diretora, na última vez que saiu daquele lugar e quando foi matriculado em outra escola, a qual ficou até seu último ano. Ele era único aluno que não tinha medo, era o que ele pensava. Na sua sala, os alunos nem conseguiam estudar direito. A neblina chegava a entrar nas salas. Um daqueles tremores,havia feito aquela grande cratera nos fundos da escola. Nunca deixaram alunos se aproximarem daquilo, pois alguém poderia cair e se ferir.Um buraco fundo. Havia algo a brilhar, mas ninguém via por causa da neblina.
Anderson Woitscheckovsky