
Fim de ano
Sempre a mesma correria, fila no shopping, lista de papai noel e um monte de
gente dirigindo.
Não tem nada no mundo pior que trânsito em festa de fim de ano. Todo mundo
resolve que andar a pé pode prejudicar a saúde e o tempo que levou um ano
para passar, está passando.
Com isso, pegamos nosso automóvel e promovemos a verdadeira balburdia nas
ruas das grandes capitais, correndo atrás de crianças, presentes, parentes,
festas etc..
Numa dessas situações de indubitável estresse fiquei pensando a limitada
vida do homem do século XXI.
Ficamos o dia todo no trabalho e quando casamos temos que correr pra casa,
muitas vezes dispensando as sagradas últimas rodadas.
Cuidamos da casa junto com a mulher em nome da libertação do sexo frágil e
das rachadas de conta no final do mês.
Seu filho que vive no vídeo game torce para outro time e geralmente sua
filha lhe chama pelo nome.
No serviço demos a sorte de virar utensílio do escritório e nos esqueceram
de incluir na lista de dispensa do final do ano.
E, depois de tudo isso, nos socorre as compras de final de ano. Presentes,
comidas, bebidas, roupas para a virada (chega de azar, use uma roupa laranja
para o próximo ano ficar mais colorido) e a indispensável fantasia de papai
noel.
Se não bastasse toda a labuta anual, sem papai noel no Natal já era.
Meu primo já dizia: Melhor ir a missa ao domingo que ficar ouvindo a patroa
a semana inteira falando que você vai pro inferno.
Com isso, fechamos o ano engarrafados e com um gorro vermelho na cabeça.
Por Antonio Carlos Serrano: antoniocarlos.serrano@yahoo.com.br