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Brasil/Policial 
título Bellini e a Esfinge 
título original Bellini e a Esfinge 
diretor Roberto Santucci Filho 
nossa opinião   
ano 2001 
país de origem Brasil 
duração 120 min 
língua Português 
cor Colorido 
classificação 16anos 
elenco Fabio Assunção, Malu Mader, Maristane Dresch, Eliana Guttman,
       Cláudio Gabriel, Paulo Hesse 
distribuidora Copacabana Filmes 

Resenha

Bellini e a Esfinge retrata submundo com sensualidade

Baseado no livro do titã Tony Belloto, Bellini e a Esfinge, de Roberto Santucci, conta uma história envolvente, ambientada num submundo de sexo, drogas e investigações particulares.

Bellini e a Esfinge (1995) é o primeiro romance de Tony Belloto. Ambientado no universo da prostituição paulista, traz como personagem central o detetive particular Remo Bellini, ao lado da também detetive Doris Lobo. Os dois personagens são as grandes criações do autor, aparecendo em seus outros dois livros: Bellini e o demônio (1997), e BR163.

Estrelado por três belos atores nos papéis principais: Fábio Assunção, Malu Mader e Maristane Dresch (que estréia no cinema com esta produção), Bellini e a Esfinge traz uma história instigante, com boas doses de ação, erotismo e suspense.

O romance policial começa quando um renomado médico paulista, o Dr. Rafidjian (Paulo Hesse), contrata a agência de detetives de Dora Lobo (muito bem caracterizada por Eliana Guttman) para descobrir o paradeiro de uma garota de programa chamada Ana Cíntia Lopes.

Bellini e sua assistente Beatriz (Maristane Dresch), são encarregados do caso. Enquanto rastreiam as pistas deixadas pela moça, um assassinato brutal é cometido, mudando radicalmente o rumo das investigações.

Na tentativa de solucionar o crime, os dois detetives percorrem o submundo da noite de São Paulo, onde encontram Fátima (Malu Mader), uma misteriosa prostituta com quem Bellini acaba se se envolvendo.

Enquanto a tensão se intensifica, a dupla de investigadores passa a enfrentar situações perigosas, que tornam-se cada vez mais violentas e sedutora.

Malu Mader é quem dá brilho à produção. Sua aparição sempre é surpreendente, levando o público ao êxtase. ¿A Malu sempre foi minha primeira escolha¿, revelou Belloto quando questionado quanto aos palpites em relação à escolha do elenco.

Segundo a atriz, a prostituta Fátima sempre foi sua paixão. ¿Como leitora eu ficava ansiosa com seu destino. Tinha empatia por ela desde o início do livro. Acabei usando meu pistolão com Tony para me aproximar da personagem. Na época, fazia a série Labirinto, em que também interpretava uma prostituta, e passei praticamente a me profissionalizar no assunto¿, brinca.

¿O trabalho em cima do roteiro sempre é apaixonante. No caso do filme, fiquei muito tentada pelo universo dessas mulheres que trabalham com o erotismo, com o corpo e a sensualidade.¿

Bellini e a Esfinge recebeu o Prêmio do Público de Melhor Filme de longa-metragem de ficção. O filme traz um bom exemplo da jovem safra nacional que investe em produções bem cuidadas e preocupadas com a direção de arte.

As locações são pontos positivos no filme, trazendo cenas em boates de strip-tease do centro e da boca-do-lixo, em palacetes decadentes da cidade, além de locais mais que conhecidos na cidade de São Paulo, como o Edifício Copan, o Parque Trianon e a antiga fábrica dos Matarazzo.

Tony Belloto é também co-produtor do filme e compositor da trilha sonora ao lado Charles Gavin, seu companheiro na banda de rock Titãs, Andreas Kiesser, do Sepultura, e do músico Eduardo Queiroz.

Redação Terra

para saber mais sobre filmes brasileiros:

www.terra.com.br/cinema/

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